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quinta-feira, janeiro 22, 2015

Maze Runner: Correr ou morrer - James Dashner

Esse livro eu li ano passado, até citei na tag que respondi, e acabei esquecendo de falar sobre ele aqui no blog. Esqueci mesmo, não sei por quê cargas d'água, pois se trata de um ótimo livro. 
Tudo começa com Thomas acordando dentro de um elevador escuro se movimentando; ele não lembra de nada, nem o próprio nome. Quando o elevador finalmente para, ele se vê entre vários garotos que o apresentam à Clareira, nome do lugar onde eles estão. É um lugar aberto, rodeado por enormes muralhas e ninguém sabe como foi parar ali, a única coisa que sabem é que todas as manhãs duas enormes portas se abrem dando acesso a um labirinto. Thomas descobre que suas perguntas não serão respondidas facilmente. No dia seguinte, algo muito estranho acontece: uma garota chega à Clareira, desmaiada e com uma mensagem na mão que mudará completamente o rumo das coisas. 
A história é intrigante do início ao fim, pois a todo instante você se pergunta, assim como Thomas, o que é tudo aquilo e fica procurando um sentido em tudo o que acontece. Nos momentos iniciais , eu cheguei a ficar bem irritada, porque eu não conseguia entender o que estava acontecendo e acho que me senti na pele do Thomas, sem resposta alguma. Mas o pior eu não sabia que ainda estava por vir. 
Eu já li muitos livros nessa minha vida e confesso que, até então, eu nunca tinha sentido uma mistura tão grande de sentimentos e, cara, teve partes que eu precisei ficar em pé e pulando igual louca falando CARACA, CARACA, CARACA!! Não sei se aconteceu algo assim com outras pessoas, mas comigo aconteceu e, a cada página, a ansiedade aumentava, porque você não sabe o que diabos são aqueles Verdugos, o que significa C.R.U.E.L. e até onde eles conseguirão ir dentro do labirinto. Aliás, o que é aquele labirinto??
Quando a história vai chegando ao fim, é muita tensão, porque termina de uma forma que você sabe que vai morrer se não começar logo o segundo livro. Nos segundos finais você percebe que não tem nada resolvido e que a história está apenas começando. Enfim, é uma história bem diferente e sem dúvida vai prender sua atenção.
Com relação ao filme, algumas coisas são bem diferentes, mas o filme é muito bom também. A ideia do livro permanece, mas muitos detalhes foram alterados, como o buraco dos Verdugos, por exemplo, que não vou falar como é a diferença para que você veja com seus próprios olhos. Achei que o Dylan O'Brien representou muito bem o Thomas e achei o restantes das atuações muito boas. E achei o Chuck fofinho!
Então é isso. Assistam o filme e leiam o livro, na ordem de preferência, pois são maravilhosos e aguardem, pois em breve falarei sobre Prova de Fogo, o segundo livro da saga.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

TAG: Meus livros!!! Ninguém Sai!!

A Cíntia me desafiou a responder essa TAG e eu quase morri de rir do nome e das perguntas, porque né? Demorei séculos para responder, mas aqui estou.

1. “Ei coisinha, vá devagar”: Sabe aquele livro que você devorou rapidamente? Qual foi ele? 
Li esse livro em um dia e meio, porque ele é incrível e não tem como não amar a ideia da autora, sem contar que é muita emoção em cada página. Tem post sobre ele.

2. “Eu vou me segurar aqui”: Qual livro te prendeu?
Os livros do Kafka, que li até hoje, são impossíveis de largar. Não há como não ler desesperadamente, como se não houvesse amanhã, mas A Metamorfose é tão surreal que me prendeu do início ao fim.

3. “Se eu cair eu quebro a minha clavícula”: Qual obra te desestabilizou emocionalmente?
Quem já leu sabe o que esse livro é capaz de fazer com nossos sentimentos. É muita surpresa. Tem que ter nervos de aço.
4. “Meu óculos, ninguém sai!”: Qual livro você não empresta ou tem muito ciúmes?
Não peça se não estiver afim de ouvir um não como resposta. Não empresto e nem adianta! Aliás, não peça nenhum, ta? rsrs
5. “Cíntia, você viu meu óculos?”: Qual livro você emprestou e nunca mais viu na vida?
Aqui eu poderia dizer apenas TODOS. Fora os que empresto para minha irmã e meu sobrinho, os outros foram para nunca mais voltar e aliás, gostaria de fazer um apelo a todos aqueles a quem emprestei, humildemente, meus livros: devolve?
6. “Cíntia tá des-mai-ada!”: Qual livro te deixou com ressaca literária, sem poder ler outros livros?
Quando cheguei ao fim, disse a mim mesma que não haveria, no mundo, livro igual e por isso eu não iria ler mais nada. Acho que As Crônicas de Nárnia deveria ser um livro eterno.
7. “Shamuchamochamu chama o Samu!”: Que livro te deixou louco pela continuação? 
Sim, tem continuação. Mas eu sou um ser super irresponsável e coloquei outros na frente, mas estou louca para saber o que vai acontecer com nossos sobreviventes e o que realmente aconteceu com o mundo. São tantas perguntas... 
8. “Eu errei, viu?”: Escreva aqui um pouco sobre aquele livro que você achou que seria uma coisa e é outra!
Na verdade, quem errou foi quem disse que eu PRE-CI-SA-VA ler esse livro por ele ser o melhor livros do Sidney Sheldon. Fui com a maior sede e, sinceramente, a história foi toda tão sem emoções - para o melhor livro do Sidney Sheldon -  que eu tenho é raiva dele. Outras obras do autor mereciam o título de melhor livro.

Como não conheço muitas pessoas com blog para responder, sintam-se tagueados e, caso o façam, me avisem, pois adorei a tag.

terça-feira, novembro 25, 2014

Carta de Amor aos Mortos

Pois é, estou em entregando aos best sellers, coisa que, por mais que me esforçasse, achei que nunca aconteceria. É sempre bom fugir um pouco daquilo que você já está acostumado. Li Carta de amor aos mortos em dois dias, porque simplesmente não tem como parar. 
Laurel tem 14 anos e está começando o ensino médio em uma nova escola com uma vida totalmente diferente. Ela precisa lidar com o fato de que os pais estão separados, a mãe está longe e a irmã, May, está morta. Laurel sempre admirou a irmã e a ama de uma forma incondicional, mas sente uma culpa muito grande e só percebe o quanto isso afeta sua vida quando perde seu namorado e suas amigas. 
Assim que chega na nova escola, faz amizade com Natalie e Hannah e se apaixona por Sky, mas nenhum deles sabe o que ela realmente guarda dentro de si. Como uma tarefa de casa, ela precisa escrever uma carta para uma pessoa que já morreu e assim ela começa a contar tudo a Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop e outros. Dessa forma ela começa a aceitar o que aconteceu e a se perdoar.
Não sei bem por onde começar minha opinião sobre o livro, é uma história linda sobre amor e perdão e não é só mais um romance entre homem e mulher, são várias formas de amor resumidas em apenas um livro. Amei cada página do livro e cada um dos personagens e ainda pude conhecer um pouquinho sobre a vida de pessoas que um dia já estiveram entre nós e que de alguma forma se tornaram ícones hoje. Além de falar sobre assuntos polêmicos na adolescência, como abuso infantil, homossexualismo, suicídio, é uma forma de mostrar o que é a morte para as pessoas e como algumas delas lidam com isso. Perder alguém próximo não é nada fácil, ainda mais quando esse alguém representa tanto na sua vida.

terça-feira, outubro 28, 2014

O que aprendi com o Sr. Strooge

Para quem não conhece. o Sr. Strooge é um personagem de Charles Dickens no livro Um conto de Natal. O livro é bem gostoso de ler e, dependendo da sua disponibilidade, em um dia você termina. 
Um mini resumo: Sr. Strooge é um homem detestável. Muito mal humorado, um chefe chato pra caramba, rico, mas que não gasta um centavo nem para ter um pouco de conforto. Não gosta do único sobrinho e detesta Natal. Ele era sócio de Jacob Marley, que morreu e deixou o escritório coo herança, mas justo naquele Natal, seu fantasma visita Strooge para mostrar algumas "coisas" que ele PRECISAVA enxergar.
É sobre essas "coisas" que quero falar hoje, o que aprendi com cada uma.
Os Fantasmas do passado, presente e futuro aparecem para mostrar um pouco sobre a vida para ele, mostram um pouco sobre como foi um Natal em seu passado, o Natal no presente e algumas situações futuras.
Primeira coisa que quero falar é que, nós sempre temos a chance de mudar se acreditarmos que nos fará bem. Acredito que a maioria das pessoas não têm esse pensamento de mudar para melhor, e quando digo isso, não me refiro somente a estudar mais, fazer exercícios físicos ou coisas do tipo. Não que não seja importante. Mas a questão maior é quem você é e como você trata as pessoas ao seu redor. O Sr. Strooge, como eu já disse, é conhecido por ser um chato e mão de vaca.
Enquanto lia o livro, eu pensava sobre a minha própria vida - fora a parte do dinheiro, porque se eu tivesse, eu seria só chata =) -, e como na maior parte do tempo eu não quero falar com ninguém, gosto de poucas pessoas e não sou capaz de fazer novas amizades, muito menos mantê-las. Houve um tempo em que eu era muito boa nisso, mas hoje eu apenas não quero/consigo. Entretanto, muitas coisas nós precisamos dar valor. Amigos verdadeiros e família, por mais que ela seja louca e problemática. Eu dou muito valor à minha e sei que se eu precisar, eles nunca me deixarão sozinha.
Apesar de não ser uma pessoa muito sociável, tenho algumas amigas que sei que se eu precisar delas três horas da manhã, elas estarão lá. E pensei seriamente em tentar formar amizades, nem que sejam virtuais sabe, sei lá, só para me sentir melhor.
Agora, algo que me fez refletir muito mais foi em algo que é característica fixa minha: ranzinza. Cara, não sei como as pessoas me suportam às vezes. Até eu sei quando estou sendo um porre e eu gosto de ser assim - sorry - mas tenho consciência plena de que não é uma coisa muito legal.
Quando você lê um livro com uma mensagem tão bonita quanto Um conto de Natal e você se identifica com o personagem, você começa a pensar em mudanças. Sério. Tentar ser uma chatice a menos no mundo e, confesso, estou trabalhando nisso. Claro que com algumas pessoas será uma missão impossível, mas juro que antes de morrer sozinha e sem ninguém pra lembrar de algo bom que eu fiz em vida, vou tentar ser menos velha chata. Não sei se consigo, mas tentarei.
Deixo a dica de leitura, vale muito a pena.

"Seu coração transbordava de felicidade, e isso era o bastante."
Milca Abreu - Blog Sabe o inverno. Design by Berenica Designs.