quarta-feira, março 27, 2019

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É muito difícil esquecer um crime bárbaro. É o tipo de coisa que impressiona, assusta e te deixa sem chão, ainda que não tenha acontecido com alguém que você conheça. Embora nem todos os assassinatos brutais sejam divulgados amplamente, sabemos que é algo bastante comum, ainda mais em cidades pequenas. 

Lembra do caso Isabella Nardoni? Mesmo que você tenha nascido em 2010, sem dúvida já ouviu falar nesse nome. Já outros, como Ives Ota, raramente as pessoas lembram, embora tenha sido tão cruel quanto. 

A série apresenta vários casos que chocaram o Brasil e até hoje nos deixa assustados com a maldade humana e mostra que nós nunca iremos conhecer alguém 100%.

Comecei a ver essa série quando ainda passava no canal AXN. Gostei muito quando foi para a Netflix e mais ainda porque está na 4ª temporada. Quem dera tivesse ficado só na primeira, mas infelizmente não estamos livres de crimes chocantes. O ser humano consegue ser muito cruel.
Um dos casos que a série apresenta é o da Liana. É um caso triste, doentio e gerou bastante polêmica em relação ao Champinha, assassino e estuprador. Quando vocês ouvirem esse nome, Champinha, por aí, certamente virá acompanhado de "nem o pai da Liana é a favor da redução da maioridade penal", frase totalmente falsa, já que na série ele é sim a favor da redução.

Demorei bastante tempo para finalizar a série, já que é preciso muito estômago para assistir a um conteúdo tão pesado. As temporadas são curtas, cerca de oito episódios, mas chega uma hora que, mesmo amando investigação criminal, não dá para aguentar tantas pessoas ruins nesse mundo.

Investigação Criminal é uma série importante para que possamos entender o um pouco o que passa na cabeça das pessoas e também para prevenir que outros casos se repitam. Lógico que nada impedirá novos crimes, mas saber mais ou menos como pensa e age um psicopata, nos faz ter mais cuidado no contato com pessoas desconhecidas.

Até a próxima.

segunda-feira, março 25, 2019

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Sinopse: “Filosofar nunca foi sobre deixar você feliz. É que andam mentindo muito por aí. Filosofar está mais ligado ao despertar do sonambulismo. Essa é minha proposta nesta conversa com você.”

“Seguiremos em direção a um mar profundo, muito distante do que o senso comum assume que o mundo seja. O mundo não é um mar calmo de evidências. É um oceano cheio de pequenas tempestades a serem vencidas. O cotidiano nesse percurso não é a mera passagem das horas, é o cotidiano contemporâneo, permeado pelo caráter histórico desta época em que vivemos.”

“Somos seres muitos mais acanhados em nossa natureza do que a aberração feliz postada nas redes sociais (e na publicidade em geral). Suspeito mesmo que a própria ideia de felicidade se tornou uma variável patogênica em si.”

“Quem tem medo de sofrer é incapaz de desejar.”

“Leitura é um hábito anormal, se ‘normal’ for ser igual à maioria.”

“A obsessão pela felicidade faz de você um chato. Como escapar dessa armadilha? Escolher o fracasso? Não precisa, ele te achará. Viver sem fórmulas é o desafio.”
Faz algumas semanas que recebi da Editora Contexto - nova parceira do blog - o livro "Filosofia do Cotidiano". Preciso dizer que fiquei um pouco receosa de ler quando vi que era do Luiz Felipe Pondé por causa das posições políticas dele. Porém, não quero JAMAIS ser o tipo de pessoa que só lê aquilo que concorda 100%.

Mesmo discordando de vários pensamentos dele, acho importante não viver em uma bolha, afinal, não é só o meu pensamento que está certo - ou errado.

Em "Filosofia do Cotidiano", mais recente livro do Luiz Felipe Pondé, são abordados os assuntos mais triviais do dia-a-dia e nos leva a refletir a respeito de coisas que fazemos e normalmente não nos damos ao trabalho de pensar sobre.

Algumas frases do livro são bem dolorosas de ler, já que elas vão vem na dura realidade. Particularmente adoro filosofia e é algo que deveria estar mais presente na vida de todos nós. Como ele diz em determinado momento, a "filosofia está mais ligada ao despertar do sonambulismo" e isso dificilmente nos deixará feliz.

Seguindo uma linha de pensamento bastante conservadora, o escritor propõe um pensamento acerca de vários assuntos tanto voltados para a religiosidade, e o fato de as pessoas se manterem céticas, questões sociais e familiares. 

Ao dizer a expressão "despertar do sonambulismo", ele quer dizer algo como deixar de lado nossos dogmas para, assim, enxergar a realidade. Acredito que seja mais ou menos como um psiquiatra que tem a ciência e sua crença em algum ser superior, ele não vai misturar os dois mesmo porque nem todo paciente é igual.

Concordo com esse fato e não é porque eu acredito que Deus existe que simplesmente vou ignorar a física, a ciência e todos os conhecimentos conquistados ao longo de décadas. Essa é a ideia de despertar.

No que diz respeito a questões sociais e familiares, confesso que li os capítulos 5 e 12 com muita raiva. Lembram quando o vice-presidente declarou abertamente que uma criança que cresce sem um pai, uma figura masculina, tende a se envolver com a criminalidade (mais ou menos assim)? Pois bem, aqui, Pondé deixa clara a sua concordância. 

Quando o assunto é empoderamento feminino, ele faz parecer que mulheres que decidem tocar a vida sozinhas são solitárias. Claro que ele aponta os dois lados, mas acho que é uma questão bem delicada para explicar em duas páginas.

No geral, se trata de uma ótima leitura, com 24 capítulos curtos - cerca de duas páginas e meia - em que é possível tirar muita coisa boa. Precisamos estar abertos a várias opiniões, afinal vivemos em uma democracia e em um país livre. 

É impossível agradar a todos o tempo todo. As divergências servem para crescimento, desde que colocadas de forma saudável. 

Fica aqui a minha indicação, em um dia você termina a leitura. Espero que tenham curtido.

Até a próxima.

Título original: FILOSOFIA DO COTIDIANO
Páginas: 128
ISBN: 9788552000839
Selo: Editora Contexto

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segunda-feira, março 11, 2019

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E aí, como foram de carnaval? Eu fiquei em casa mesmo e deu para descansar muito. Até demais, eu acho. Agora que passou, dizem por aí que o ano começou oficialmente. Para mim já começou faz tempo, mas parece que realmente tem um clima diferente no pós-carnaval.

Hoje vou compartilhar com vocês um passeio que fiz no início do ano, ainda durante as férias. O Salto Corumbá fica aqui pertinho, no Goiás, e é lindo. Particularmente eu adoro o cerrado e amo cachoeiras. 

Sempre ouvi falar sobre e a vontade de ir era enorme. Finalmente conseguimos um tempinho e fomos. Eu costumo dizer que a Lei de Murphy comigo é infalível, talvez isso até atraia más energias, mas é a verdade. Justo no dia em que decidimos sair de casa, viajar por quase duas horas e aproveitar uma cachoeira, choveu. Choveu e fez frio.

Eu sabia que lá era um lugar com cachoeiras, mas não me atentei ao fato de que são várias trilhas para chegar até elas. Fui de chinelo e olha, não façam isso. Aguentei firme, mas de tênis teria sido bem melhor.

Agora vamos ao passeio. O Salto Corumbá, como eu disse, fica aqui pertinho, mais precisamente a 120km de Brasília e possui cachoeiras lindíssimas. A maior delas, a Cachoeira do Salto, possui "50 metros de queda d’água, que formam a principal cachoeira que temos em nosso parque: a Cachoeira do Salto. Toda a sua exuberância, formada pelo Rio Corumbá, oferece aos visitantes a possibilidade de se refrescarem e reenergizarem, sentindo e contemplando aquilo que de mais belo o nosso Cerrado e a Natureza em si têm para oferecer.

Não canso de dizer o quanto amo mirantes. Para chegar até lá você precisa fazer uma trilha, ela fica no caminho para as cachoeiras. A vista é linda e não liguem para a minha cara de sono/cansada/acabada, sempre que tiver post que contenham piscina/cachoeira, minha cara será essa. Além disso, eu não estava preparada para andar tanto (sedentária).


Uma coisa importante de citar é que lá tem restaurante com uma comida incrível e com preço bom. É self service, no peso, R$35 se não me engano. E também têm várias outras atividades para fazer por lá, tirolesa, por exemplo e tem muita atividade para crianças. Se você curte toboágua lá também tem. É possível se hospedar em pousadas ou no camping. Talvez eu faça um dos dois futuramente. 

Apesar de amar a praticidade de fotografar com celular, ultimamente estou bem chateada com a qualidade das fotos. Prometo que vou pegar o costume de levar a câmera para os lugares que eu for. Algumas fotos daqui foram tiradas com câmera, outras com celular.

Fica aqui a minha dica de passeio para quem mora aqui nas redondezas. Pretendo voltar lá em breve e irei preparada.

Ah, pagamos R$50 cada para entrar. Mais informações você pode acessar o site do Salto Corumbá.

Espero que tenham curtido.