quarta-feira, janeiro 30, 2019

,
Acreditem ou não, foi a primeira vez que coloquei meus pés em São Paulo. Talvez essa seja a realidade de muitas pessoas, não ter o costume de viajar e isso é realmente triste. Ainda bem que, parece, estou criando um pouquinho de juízo e revendo minhas prioridades.

A nossa ida para SP foi basicamente para is a CCXP, mas foi inevitável dar umas voltas pelos principais pontos e os mais perto do hotel que ficamos. Chegamos por volta de 17h. O trânsito por lá é assustador, nunca mais reclamo de Brasília. Do aeroporto para o hotel, é mais ou menos 15 minutos, mas levamos mais de uma hora.

Como o Rodrigo já tinha ido a São Paulo, ele acabou sendo meu "guia" para ir em alguns lugares que ele já conhecia. Nós andamos bastante, pois nunca valeria a pena ir de Uber. Fomos correndo primeiro na Galeria do Rock e na Daiso, lugares que eu queria muito conhecer.








A cidade é impressionante. A arquitetura é linda, existem inúmeros lugares para que gosta de um tour cultural, mas confesso que a quantidade de lixo espalhado por todo lugar me assustou. A quantidade de pessoas em situação de rua é absurda.

A visão que eu tinha da cidade (já que tudo o que eu sei de SP é baseado em jornais, livros, revistas, internet) era realmente uma cidade cheia de problemas, com um trânsito louco e olha, acho que é mais ou menos isso mesmo, porém eu já amei cada canto que passei.

Aqui em Brasília não vemos lixo espalhado pelas ruas, principalmente em grandes centros. Quem conhece o Setor Comercial Sul sabe que ali é cheio de pessoas em situação de rua, mas não chega nem perto do que é o centro de São Paulo. Mas uma coisa interessante é que o policiamento ali é enorme.

Claro que não podemos bobear, mas ainda assim você consegue se sentir seguro para tirar uma foto com o celular, aqui em Brasília você tira a foto e já corre para não correr riscos.


Além dos lugares citados lá em cima, nós ainda fizemos alguns passeios, na correria, mas que valeu muito a pena. Andamos muito mesmo. E ainda choveu, aliás, caiu uma super garoa, já quem nem chuva não era.

Como nós não tínhamos um roteiro planejado, só saímos andando sem destino, passamos em vários lugares que não me recordo o nome.

Uma coisa que eu achei bem legal é que tem muita loja do Starbucks. Eu imaginava que existia umas duas e pronto. Mas não, onde você vai, tem uma, inclusive no aeroporto de Congonhas. Comentei com minha mãe que me senti "na cidade grande" (risos).

Passamos pela Avenida Paulista e lá entramos em vários shoppings, que não lembro o nome de nenhum. Só fiquei triste por ter passado à noite, pretendo voltar para conhecer mais lugares e de preferência durante o dia.

Conheci a Miniso, que por sinal é incrível e os valores são ótimos. Comprei algumas coisinhas por lá, é irresistível.

Adorei conhecer São Paulo e estou planejando minha volta. Na próxima vez irei com tempo e com um roteiro pronto para não deixar nada passar. Devo ser muito caipira, porque aquela cidade me impressionou.

Decidi separar o post em duas partes, senão ficaria imenso, então aguardem que já já tem a segunda parte.

segunda-feira, janeiro 28, 2019

,
Eu já convivo com ela há muito tempo, mas nunca tinha conversado com ninguém a respeito. E por causa de vários preconceitos e mesmo falta de informação, nunca tinha buscado ajuda. Isso até pouco mais de dois anos atrás quando minha vida deu meio que uma desmoronada. Na época eu estava desempregada e, ainda que eu não estivesse passando necessidades, já que morava com meus pais, era muito complicado ficar sem grana e o tempo todo dentro de casa, mais precisamente no meu quarto.

Como tinha cancelado meu plano de saúde, não queria gastar um dinheirão com consulta e sofri muito até que minha mãe me falou que o postinho de saúde estava funcionando bem e que eu conseguiria marcar uma consulta com a médica de lá. Ela é clínica geral, então todo tipo de problema ela te ajuda como pode. Resolvi arriscar e contar para ela o que estava acontecendo.

O problema é que, já com a consulta marcada, meu único pensamento era que ela não acreditaria em mim. Eu chorava muito durante a noite e mal conseguia dormir, mas no dia seguinte eu estava lá, em pé, como se nada tivesse acontecido, porque precisava disfarçar. Bom, eu tinha certeza de que ela nem olharia para mim e eu sairia me sentindo igual ou pior. Infelizmente não dá para confiar muito no SUS até que ele te prove que sim, você pode. Conversei com ela e ela foi extremamente gentil e compreensiva. Até me surpreendi e hoje em dia digamos que estou 90% melhor do que os dias que antecederam aquela consulta.

O que eu sentia?

Desde muito nova eu tinha aquele velho problema de não dormir antes de uma prova na escola ou algo que saísse da minha rotina. Depois, já no meu primeiro emprego, me tornei uma pessoa muito estressada, agitada e não aceitava errar. Com isso ganhei uma bela gastrite, refluxo, perda de cabelo, sono em excesso e a ansiedade só aumentava. Achei que era coisa normal da idade, por causa do trabalho e deixei pra lá. Com o passar do tempo tudo piorou. Quando saí desse emprego, eu passei a odiar ter que ser sociável e o fato de encontrar pessoas conhecidas já era motivo para eu ficar nervosa, suar frio, ter dor no estômago e comecei a evitar as pessoas.

Além disso, eu normalmente sinto falta de ar, um caroço no corpo é motivo para eu não conseguir me concentrar em um filme, por exemplo; a cabeça não para um minuto, dormir é um sacrifício, já que antes do sono leve chegar todo tipo de pensamento ruim ataca minha mente. É bem comum com os ansiosos.

Minha vida profissional tem sido o maior causador de todos os problemas. Tenho imprensão de que gastei anos da minha vida com uma faculdade que não me serviu para nada. Sempre acho que sou uma pessoa detestável e por isso evito pessoas. Não gosto, não consigo e elas me irritam quase sempre. Muitas vezes é como se tivesse uma indigestão e que a comida ficou parada na garganta. E várias outras coisas.

Como a ansiedade afeta meu dia-a-dia e como eu tento lidar com isso?

Faço tratamento com remédios, só de pensar em ficar sem eles já é motivo para não conseguir fazer mais nada. Mas eu tento encher a cabeça com outras atividades. Tento não pensar na minha vida profissional, tento ver o lado bom das coisas e tento não deixar que comentários de outras pessoas me afetem negativamente. Funciona em 50% das vezes. Não baseio mais a minha vida no futuro e tento viver o hoje; além disso eu comecei a diminuir minhas expectativas e eliminar tudo o que me faz mal. Tenho muitos sonhos e procuro pensar neles com o pé firme no chão e também, aos poucos, estou deixando de me importar com as coisas que não tenho e me importar muito mais com as que tenho.

Estou tentando ver sempre o lado bom das pessoas e tento ser sempre uma pessoa melhor todos os dias. Quando estou de cara feia faço um esforço imenso para ver algo engraçado e me forçar  ao máximo para não deixar o ambiente na bad. Quando se convive com a ansiedade, você precisa lidar com o fato de que 295% das pessoas não vão te entender, muito menos querer ficar perto de um chato.

Confesso que nem sempre dá certo e grande parte do tempo eu to martelando algo na minha cabeça, mas sei que preciso lidar com esse monstro que mora aqui dentro de mim e que nem todo mundo compreende mesmo. Faço mais as coisas que eu amo, dentro do possível, e mesmo quando dá aquela vontade de parar tudo e não fazer absolutamente nada, eu ainda tento.

*Texto escrito em dezembro/2017. Hoje estou bem melhor da ansiedade, mas sei que esse texto pode ajudar alguém.

sexta-feira, janeiro 25, 2019

,


A PRIMEIRA MULHER DO MUNDO A GANHAR UM PRÊMIO NOBEL.

É assim que começa a maioria das biografias sobre Marie Curie, que em uma época onde apenas os homens iam a universidade, descobriu um elemento químico e iniciou uma verdadeira revolução no meio científico.

Maria Sklodowska nasceu em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia, Polônia. Filha do professor de física e matemática, Wladyslaw Sklodowski e da cantora, pianista e professora Bronsilawa Boguska, a caçula de cinco filhos desde cedo mostrou-se uma excelente aluna. Aos onze anos Marie sofre duas grandes perdas: sua mãe morre vítima da tuberculose e sua irmã mais velha morre de tifo.

Sempre encorajada pelo pai a se interessar pela ciência, Marie termina os estudos aos 15 anos e passa a trabalhar como professora particular antes de se mudar para Paris em 1891 aos 24 anos, para continuar seus estudos. Em 1894 ela conhece o professor Pierre Curie com o qual se casa no ano seguinte passando então a ser chamada de Madame Curie. Na época Pierre trabalhava no Laboratório de Física e Química Industrial no qual trabalhariam juntos mais tarde.

Em 1883 e 1894 Marie obtém o grau de bacharel em física e matemática pela universidade de Sourbonne, em Paris, tornando-se depois a primeira mulher a lecionar nessa universidade quando da morte de seu marido em 1906.

Em 1898, após ter sua primeira filha, Irene (que também ganhou um prêmio Nobel de química em 1935), Marie Curie inicia seus estudos sobre a radioatividade que Henry Becquerel havia descoberto dois anos antes (o termo “radioatividade” só foi cunhado por Marie Curie em 1898, mas Becquerel já havia feito alguns estudos sobre a radiação emitida pelos compostos de urânio em 1896, tendo contudo abandonado os estudos a respeito por não considerá-los promissores. Até então referia-se ao fenômeno como “hiperfosforecência”).

As pesquisas realizadas por Marie Curie com a ajuda de seu marido Pierre levaram a descoberta de dois novos elementos químicos: o polônio, que ganhou este nome em homenagem ao país natal de Marie, e o rádio. A pesquisa do casal abriu um novo caminho a ser explorado na pesquisa científica e médica, levando muitos cientistas da época a estudar o assunto.

Em 1903, Marie finalmente defende sua tese e obtém o título de doutora pela Sourbonne tornando-se a primeira mulher a receber o título nesta universidade. No final do mesmo ano, Marie e Pierre Curie recebem o prêmio Nobel de física pela descoberta dos dois elementos químicos junto com Becquerel que foi o primeiro a estudar o fenômeno. Em 1904 nasce sua segunda filha Eve.

Após a morte de seu marido em 1906, Marie continua a estudar a radioatividade, principalmente suas aplicações terapêuticas e, em 1911, recebe outro prêmio Nobel, desta vez em química, por suas pesquisas com o rádio tornando-se a primeira pessoa, até então, a ganhar duas vezes o prêmio Nobel.

Em 4 de julho de 1934 Marie falece devido a uma leucemia causada pela longa exposição aos elementos radioativos.

Fonte: InfoEscola

Esta é uma série de posts sobre mulheres que fizeram parte da história do mundo e que normalmente são deixadas de lado.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

,
Fico muito feliz em saber que estou conseguindo manter meu bullet journal desde o ano passado. Talvez voês não tenham noção do que isso significa para uma pessoa que normalmente não termina o que começa ou que sempre deixa tudo para depois.

Em todo esse tempo que aderi ao bujo, claro que não fui perfeita todos os meses, semanas e dias. Teve vezes que eu pensei de verdade que não conseguiria retomar. Sem contar as inúmeras vezes que me perguntei qual era o propósito de manter um caderno que desmatou uma floresta inteira só para depois virar lixo de novo. Enfim.

Cada vez que eu sento para organizar minha semana é como se fosse uma nova terapia. A maioria das pessoas não entender. Já me falaram "hey, você vai estudar para a prova ou vai ficar aí fazendo atividade de artes?". Isso chateia muito, mas eu sempre teno ignorar e tirar essas palavras da cabeça.

Tem dias que simplesmente não tenho inspiração alguma para colocar o que for no meu bullet journal. Claro que eu recorro à internet, porque se tem um lugar para ter gente criativa é a internet.

Uma coisa que você precisa ter em mente é: comece com o que você tem. E outra, não pense que porque tal pessoa faz um caderno lindo você também tem que fazer.  Por muito tempo eu me martirizei por não conseguir copiar as ideias das pessoas, tanto no bullet journal quanto em outros aspectos. E que bom que nunca consegui copiar, certo?

Eu trouxe aqui dez perfis no Instagram que são os perfis que me socorrem quando estou desanimada/sem ideias. Eu utilizo como inspiração, mesmo porque nossas vidas são totalmente diferentes, então eu adapto ao que eu realmente faço. 
 @teawithjournal
 @bujomore
 @bujoideias
 @bujopicss
 @bujoterapia
 @bujotododia
@bujo_gabes
 @bujoimitatesart
@bujo.da.ro
@bujocraftsbr

A Melina sempre foi inspiração. Mesmo quando eu não sabia o que era o método bullet journal - e procurava apenas por ~journal, moleskine - mas já amava. As demais meninas são fera e cada uma tem um design mais lindo que o outro, por isso se você não conhecia algum desses perfis, recomendo que os acompanhe agora mesmo.

Você utilizam alguma forma de organização? Conte aqui nos comentários o que achou.

Até a próxima.

segunda-feira, janeiro 21, 2019

,

Sinopse: A arrebatadora história dos Targaryen ganha vida neste novo livro de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo, série que inspirou a adaptação de sucesso da HBO, Game of Thrones. Séculos antes dos eventos de A guerra dos tronos, a Casa Targaryen – única família de senhores dos dragões a sobreviver à Destruição de Valíria – tomou residência em Pedra do Dragão. A história de Fogo e sangue começa com o lendário Aegon, o Conquistador, criador do Trono de Ferro, e segue narrando as gerações de Targaryen que lutaram para manter o assento, até a guerra civil que quase destruiu sua dinastia. O que realmente aconteceu durante a Dança dos Dragões? Por que era tão perigoso visitar Valíria depois da Destruição? Qual é a origem dos três ovos de dragão que chegaram a Daenerys? Essas são algumas das questões respondidas neste livro essencial, relatadas por um sábio meistre da Cidadela. Ricamente ilustrado com mais de oitenta imagens em preto e branco assinadas pelo artista Dough Wheatley, Fogo e sangue dará aos leitores uma nova e completa visão da fascinante história de Westeros – um livro imperdível para os fãs do autor.
Quem já leu As Crônicas de Gelo e Fogo ou assistiu Game of Thrones, sem dúvida vai adorar a leitura de Fogo e Sangue. O livro é enorme, assim como os outros livros da série, mas não é uma leitura pesada. Acaba que é tão bom que quando você percebe já está nos capítulos finais. Para quem não leu/assistiu, tem muito spoiler, por isso não recomendo a leitura dele primeiro.

Não sei se vocês chegaram a ler as críticas a respeito desse livro, mas lá fora ele tem sido bastante criticado e, a meu ver, a razão principal para as críticas é que:

1 – as pessoas não aguentam mais esperar The Winds of Winter,
2 – pensaram – ou pensamos – que seria uma história muito mais parecida com as crônicas de gelo e fogo.

Desde quando eu soube do lançamento, eu já sabia que seria um universo bem diferente, mesmo porque na capa já fala que a história se passa 300 anos ANTES da história que conhecemos. Três séculos são muita coisa, logo, difícil ser o mesmo universo e tal.


Entretanto a maioria das pessoas não quer enxergar dessa forma, o que é uma pena, já que a história dos Targaryen é muito incrível. Desde o início sabemos que a família Targaryen era importante e que alguém daquela família chegaria viva ao final de tudo e sairia vencedora – aguardemos abril.

Mesmo tudo se passando três séculos antes, é impossível não citar os tempos em que a Guerra dos Tronos acontece, pois muita história é contada, por exemplo, que realmente existiram dragões, os feitos do Rei Louco, a braveza de Rhaenys e muitas outras que nos deixaram curiosos durante todos esses anos.

Rhaenys, a mais jovem dos três Targaryen, era tudo o que a irmã não era: brincalhona, curiosa, impulsiva, dada a arroubos de fantasia. Rhaenys não era uma guerreira genuína, amava música, dança e poesia, e apoiava muitos cantores, saltimbancos e marioneteiros. Contudo, dizia-se que Rhaenys passava mais tempo sobre um dragão do que o irmão e a irmã juntos, pois voar era o que ela amava acima de tudo.

Uma coisa que você precisa estar preparado antes de iniciar sua leitura é: são muitos nomes. Impossível de decorar. Chega uma hora em que você para a leitura e pensa: quem é esse mesmo? Pois é, é complicado, mas é legal conhecer a trajetória dessa família tão interessante que é os Targaryen.


Eu disse ali em cima que é um livro longo, mas que não é uma leitura pesada, porém já quero dizer logo que você precisa de paciência e tempo para finalizar a leitura de Fogo e Sangue. Algumas partes podem se tornar confusas, mas nada que tire o brilho do texto de Geroge R. R. Martin.

Outra coisa importantíssima a se destacar é que pense em um livro que tem as ilustrações mais lindas da vida! Eu sou muito fã de GoT, muito mesmo, então foi muito emocionante ver ali as ilustrações originais. É como se eu pudesse pegar cada personagem.

Acredito que o senhor George Martin não vai ficar só nessa publicação. Mesmo que ele esteja devendo o ultimo livro da série, tenho certeza de que ele tem ainda muita história guardada. Fogo e Sangue, por exemplo, é uma história que já está pronta há muitos anos, mas que só foi publicada agora.

E assim os Sete Reinos de Westeros foram forjados em um único e grande domínio pela determinação de Aegon, o Conquistador, e suas irmãs.

Existem rumores de que haverá spinoff de GoT, mesmo porque uma história tão boa não pode parar onde está, PRECISA de vários spinnofs. Tem vários contos dele que até já foram publicados, por isso eu tenho certeza de que ainda teremos muito GoT pela frente. Espero de coração que Ventos do Inverno venha logo, mas até lá ficamos felizes com os episódios e os livros que ele nos dá para continuar enrolando.

Título original: FIRE AND BLOOD
Tradução: Regiane Winarski e Leonardo Alves
Páginas: 600
Lançamento: 20/11/2018
ISBN: 9788556510761
Selo: Suma de Letras


Compre na Amazon.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

,
Sinopse: O melhor das histórias de medo, uma seleção de tirar o fôlego e perder o sono. Neste livro, Stephen King, Shirley Jackson, Machado de Assis e outros dividem as páginas para mostrar toda a potência das histórias assustadoras.
Transitando entre o gótico, o horror e o terror ― mas sem se afiliar a nenhuma dessas categorias com exclusividade ―, os dezenove contos deste livro reúnem o melhor das histórias de medo. De Machado de Assis e João do Rio a Lygia Fagundes Telles; de Edgar Allan Poe e Robert Louis Stevenson a Stephen King, grandes nomes da literatura mostram ao leitor toda a potência do gênero. Com seleção e introdução de Julio Jeha, esta antologia traz uma história de H. P. Lovecraft inédita no Brasil, além de uma nova tradução do conto “A loteria”, de Shirley Jackson. Em Contos clássicos de terror, o mal absoluto, o sofrimento de ocasião e até a maldade disfarçada de bem revelam personagens complexos e narrativas impressionantes.
Sigo sendo suspeita para falar sobre esse livro. Sim, já disse isso, mas é que eu não vivo sem histórias de terror, fazer o quê? Claro que um romance inteiro é maravilhoso, mas eu também sou apaixonada por contos, logo, foi a melhor combinação de todas.

Na rodinha de professores de literatura, roda uma fala de um crítico da área que diz que existem livros clássicos e existem aqueles que se tornam nossos clássicos. Basicamente resume o que é esse livro para mim.

É daqueles livros que ficam na cabeceira da cama para qualquer emergência.

São dezenove contos de grandes escritores e que fazem uma mescla - como dito na sinopse - entre o gótico, o terror e o horror. E qual é a diferença entre os três? O gótico é sinônimo de ambiente sombrio, aquele ambiente com um clima pesado e com cenários bem "dark". O terror é basicamente a apreensão. Sabe aquela coisa que você fica esperando pelo susto? Então. Já o horror tem a função de causar repulsa.

Esses três elementos em um único livro é sem dúvida maravilhoso. Julio Jeha é o responsável por organizar o livro e ele acertou bem nas escolhas.

Quero dizer, também, que sou muito fã do trabalho da maioria dos escritores que estão nesse livro. Alguns, confesso, não conhecia e adorei ser apresentada a eles. Fez com que eu me interessasse pelas demais obras de cada um.

Machado de Assis é um dos meus escritores preferidos. O conto A causa secreta está na coletânea e é um dos contos mais pesados dele. Quase não é conhecido popularmente, o que eu acho um grande desperdício.

E com um sorriso único, reflexo de alma satisfeita, alguma coisa que traduzia a delícia íntima das sensações supremas, Fortunato cortou a terceira pata ao rato, e fez pela terceira vez o mesmo movimento até a chama. O miserável estorcia-se, guinchando, ensanguentado, chamuscado, e não acabava de morrer. Garcia desviou os olhos, depois voltou-os novamente, e estendeu a mão para impedir que o suplício continuasse, mas não chegou a fazê-lo, porque o diabo do homem impunha medo, com toda aquela serenidade radiosa da fisionomia. Faltava cortar a última pata; Fortunato cortou-a muito devagar, acompanhando a tesoura com os olhos; a pata caiu, e ele ficou olhando para o rato meio cadáver. Ao descê-lo pela quarta vez, até a chama, deu ainda mais rapidez ao gesto, para salvar, se pudesse, alguns farrapos de vida. 

O conto que menos me prendeu, e aliás parecia que não tinha fim, foi Bárbara, da Casa de Grebe de Thomas Hardy. Achei longo e chato e no final das contas acho que não entendi nada. Mas ainda pretendo lê-lo novamente, já que imagino que seja bom. O organizador não iria colocar uma história ruim nesse livro tão magnífico.


Precisamos exaltar, também, a beleza dessa edição. Sou do tipo que lê tudo, em qualquer lugar, mas tenho uma paixonite por livros bonitos e ainda mais quando são de capa dura. A Companhia das Letras sempre nos traz um capricho imenso que faz você notar o amor da editora pelos livros e pelos leitores.

É realmente um livro que vale a pena e eu espero de coração que vocês se sintam motivados a lê-lo. Acreditem: não haverá arrependimento.

Espero que tenham curtido a dica.

Título original: CONTOS CLÁSSICOS DE TERROR
Páginas: 408
Lançamento: 22/11/2018
ISBN: 9788535931778
Selo: Companhia das Letras

Compre na Amazon.

terça-feira, janeiro 15, 2019

,
Sinopse: A mulher mais importante do cangaço brasileiro, que inspirou gerações de mulheres, ganha agora sua biografia mais completa e com uma perspectiva feminista. Embora a mitificação da imagem de Maria Bonita tenha escondido situações de constante violência, ela em nada diminui o caráter transgressor da Rainha do Sertão.
Desde os anos 1990, quando Vera Ferreira, filha do casal de cangaceiros mais famoso do Brasil, cravou como data de nascimento de sua mãe o 8 de março, Maria Bonita é celebrada no Dia Internacional da Mulher. Com o tempo, transformou-se em uma marca poderosa.
Enquanto a companheira de Lampião viveu, no entanto, essa personagem nunca existiu. A cangaceira que teve a cabeça decepada em 28 de julho de 1938 era simplesmente Maria de Déa: uma jovem de 28 anos que morreu sem jamais saber que, um dia, seria conhecida como Maria Bonita.
Nos anos em que viveu com Lampião e nos subsequentes à sua morte, despertou pouco interesse em pesquisadores ou jornalistas. E foi essa lacuna de informações sobre sua vida e a das outras jovens que viviam com o bando que contribuiu para que se criasse a fantasia de uma impetuosa guerreira, hábil amazona do sertão, uma Joana D'Arc da caatinga. Essa versão romântica e justiceira de Maria Bonita, rapidamente apropriada pela indústria cultural, tornou-se um produto de forte apelo comercial — e expandiu seus limites para além das fronteiras do sertão. Neste livro, Adriana Negreiros constrói a biografia mais completa até então daquela que é, sem dúvidas, a mulher mais importante do cangaço.
Ainda tenho muito o que aprender sobre o movimento feminista e a participação das mulheres na história do mundo. Acredito que a melhor forma de aprender sobre mulheres históricas é lendo sobre elas.

Não quero me aprofundar no assunto, mas a situação atual do Brasil – e do mundo – em relação às mulheres é bem triste. Mesmo sendo contra várias coisas dentro do movimento eu acredito que sim, é fundamental e discordâncias existem em todos os lugares.

É importante dizer isso já que Maria Bonita é uma “biografia” sobre uma mulher que é extremamente importante e inspiradora ao mesmo tempo que é esquecida, já que Lampião se sobrepõe à todos daquela época.

Apesar de ser classificado como uma biografia, de biografia o livro tem bem pouco. Com base em documentos da época, que por sinal eram bem poucos, a escritora Adriana Negreiros nos apresenta um retrato da época em que Maria Bonita viveu. Até antes de ser decapitada, seu nome é Maria de Déa.

Temos aqui o maior exemplo do quanto o papel da mulher foi deixado de lado durante a história. Poucos documentos retratam o que elas realmente passaram, certamente não tinham importância para serem registradas suas vivências. 

Como eu disse ali em cima, Adriana Negreiros tomou por base textos e reportagens da época, que são poucos, mas que mostram uma realidade escancarada de como era ser mulher no sertão. É uma coisa que nunca vou me habituar: ler relatos de como o estupro era algo comum em tempos passados.


Para uma jovem estuprada por cangaceiro nos anos 1930 no sertão do nordeste não havia muito a fazer além de maldizer a própria sorte. Denunciar o crime as forças volantes seria duplamente temerário. Coiteiro que entregasse cangaceiros a policia, por maior que tivesse sido sua folha de serviços prestados ao bando, assinava a própria sentença de morte. Ademais a queixa seria compreendida como uma confissão de culpa do acoitamento. E muitos soldados tinham por habito punir crimes como aquele com as próprias mãos – ou com o próprio pênis.
Foi o que fizeram, por exemplo, com a filha de dona Elvira, viúva que dava asilo aos cangaceiros no interior de Pernambuco. Ao visitar a fazenda da mulher em busca de informações sobe o bando, encontraram a menina sozinha em casa. O cabo Roseno, que comandava a busca, decidiu estuprar a garota e oferecê-la, na sequência aos colegas de trabalho. Depois da violência, ela ficou desfalecida. Em vez de deixá-la em tal estado, o policial achou por bem matá-la. A menina tinha treze anos.


Essa cultura do “foi estuprada para aprender a lição” é atualíssima e, sabe, a sensação é péssima! Fiquei extremamente abalada com o trecho acima e por isso – e outros trechos – não recomendo a leitura a todos. Se você é sensível, fique longe. Gatilhos, essa é a palavra.

Ainda assim, se você tem estômago, é um livro importantíssimo e que precisa ser lido para que entendamos o passado para que ele não se repita. Ou que, pelo menos, seja minimizado. E que tenhamos mulheres fortes como referencia e inspiração para sempre nos lembrar de que toda a luta é válida.
Adriana Negreiros além de escritora é jornalista graduada pela Universidade Federal do Ceará e filosofa pela Universidade de São Paulo. Mora há alguns anos em São Paulo e já foi editora responsável das revistas Playboy e Claudia. Quanto a convidada do lançamento, Ana Lima Cecílio também é graduada em filosofia pela USP. Além disso, ela dirigiu por quatro anos o selo Biblioteca Azul e trabalhou como editora na Cosac Naify e Terceiro Nome e contribuiu nas editoras Companhia das Letras, 34, Hedra, entre outras.


Título original: MARIA BONITA
Páginas: 296
Lançamento: 31/08/2018
ISBN: 9788547000684
Selo: Objetiva

segunda-feira, janeiro 14, 2019

,
Sinopse: O corpo de um menino de onze anos é encontrado abandonado no parque de Flint City, brutalmente assassinado. Testemunhas e impressões digitais apontam o criminoso como uma das figuras mais conhecidas da cidade — Terry Maitland, treinador da Liga Infantil de beisebol, professor de inglês, casado e pai de duas filhas. O detetive Ralph Anderson não hesita em ordenar uma prisão rápida e bastante pública, fazendo com que em pouco tempo toda a cidade saiba que o Treinador T é o principal suspeito do crime. Maitland tem um álibi, mas Anderson e o promotor público logo têm amostras de DNA para corroborar a acusação. O caso parece resolvido. Mas conforme a investigação se desenrola, a história se transforma em uma montanha-russa, cheia de tensão e suspense. Terry Maitland parece ser uma boa pessoa, mas será que isso não passa de uma máscara? A aterrorizante resposta é o que faz desta uma das histórias mais perturbadoras de Stephen King.
Conheço várias histórias do Stephen King, mas livro, PASMEM, é o primeiro que leio dele. Não posso afirmar que é "a história mais perturbadora" dele, mas afirmo, com toda minha alma que é uma história BEM assustadora.

Não sei bem por onde começar a falar sobre Outsider. É uma leitura tão intensa que te faz tremer desde a sinopse até a última página. Já consegui visualizá-lo adaptado para o cinema e espero que isso se torne real.

Preciso dizer que eu fiquei bem assustada com as descrições do Stephen King, bem assustada mesmo. Como vocês já leram na sinopse, um garoto é estuprado e morto de forma brutal e tudo é relatado em detalhes pelo médico responsável pela autopsia. Apesar de gostar demais de terror, confesso que em alguns casos, relatos me fazem perder o sono ou mesmo ter pesadelos.

Foi o caso de várias partes desse livro. Ele é bem puxado para o gore, então você vai ter uma descrição minuciosa da forma como o corpo do garotinho de onze anos foi encontrado. É pesado.

Vários itens foram testados para a verificação de tipo sanguíneo. O primeiro foi o galho usado para sodomizar a vítima, Frank Peterson, uma criança branca do sexo masculino, onze anos de idade. O galho tinha aproximadamente 56 centímetros de comprimento e oito de diâmetro. Uma seção mais ou menos na metade ficou com a casca arrancada, provavelmente por causa do manuseio brutal pelo criminoso (ver fotografia anexada). Impressões digitais foram encontradas na parte lisa do galho; foram fotografadas e colhidas pela Criminalística Estadual antes de a prova ser entregue a mim pelo detetive Ralph Anderson (DP de Flint City) e pelo policial Yunel Sablo (Polícia Estadual Posto 7). Portanto, declaro que a cadeia de provas permanece intacta.

É uma narrativa que, mesmo contendo um toque macabro, digno de Stephen King, envolve o leitor e faz com que nos sintamos parte da história. Desperta o Sherlock Holmes que há dentro de nós.

Falando em Sherlock Holmes, King, em diversos trechos cita escritores renomados no meio do romance policial e do terror, tais como Agatha Christie e Harlan Coben. Este último, inclusive é um ponto importantíssimo da história, visto que é o álibi do treinador Terry. Quem não queria um álibi desses?

Além do mais, King dá uma pitada de sobrenatural, abordando temas como universos paralelos, já tratados em outras obras do autor, e a possibilidade de haver um duplo de cada pessoa andando por aí. É confuso, mas no final você entende tudo.

Outra coisa que eu gostei bastante em Outsider é o fato de ocorrerem diversas referências não só a escritores, como citado acima, mas também a cultura pop em geral. Um personagem que ficou a noite toda vendo Netflix, uma referência ou outra à Torre Negra, comparação da caçada ao “Forasteiro” aos textos de Bram Stoke em Drácula. É impressionante como Stephen King sabe o que está fazendo, não é atoa que ele é o mestre do terror.

Os capítulos são curtos, o que torna a leitura fluida e rápida e tem a divisão em  12 partes que situa o leitor em que ambiente as próximas páginas acontecerão.

É uma leitura extremamente válida e fundamental para os fãs de Stephen King. É, ainda, um lançamento de 2018 e tenho certeza de que vai agradar muito ao público que ama terror e mistérios.
Stephen King é autor de mais de cinquenta livros best-sellers no mundo inteiro. Os mais recentes incluem Revival, Mr. Mercedes, Escuridão total sem estrelas (vencedor dos prêmios Bram Stoker e British Fantasy), Doutor Sono, Joyland, Sob a redoma (que virou uma série de sucesso na TV ) e Novembro de 63 (que entrou no TOP 10 dos melhores livros de 2011 na lista do New York Times Book Review e ganhou o Los Angeles Times Book Prize na categoria Terror/Thriller e o Best Hardcover Novel Award da Organização International Thriller Writers). Em 2003, King recebeu a medalha de Eminente Contribuição às Letras Americanas da National Book Foundation e, em 2007, foi nomeado Grão-Mestre dos Escritores de Mistério dos Estados Unidos. Ele mora em Bangor, no Maine, com a esposa, a escritora Tabitha King.


Título original: THE OUTSIDER
Tradução: Regiane Winarski
Páginas: 528
Lançamento: 15/06/2018
ISBN: 9788556510679
Selo: Suma de Letras

Compre na Amazon.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

,
Sinopse: Bestseller mundial, O Homem de Areia conta a história de um serial killer inteligente e manipulador e de dois policiais que precisarão vencer os próprios limites para pegá-lo. Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto. Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado à prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado. Com capítulos curtos e ritmo alucinante, O Homem de Areia é um thriller envolvente sobre os limites da maldade.
Que eu sou apaixonada por thrillers todo mundo sabe. Estou em busca de um explicação psicológica para entender essa minha fascinação - de preferência que não seja nenhuma psicopatia. E aí que existem inúmeros livros do gênero e eu espero um dia conseguir ler todos (se você não entende hipérboles, está no lugar errado).

Recebi O homem de Areia, de Lars Kepler em parceria com a editora Alfaguara, que é um dos selos da editora Companhia das Letras. Logo de cara eu soube que iria amar. A história se passa em Estocolmo e ultimamente estou adorando conhecer a literatura de outros países.

Vocês que também curtem histórias de serial killers, já pensaram um que mesmo preso causa pânico em quem está do lado de fora? Então, temos aqui o Jureg Walter, que preciso dizer que não consigo levar esse nome a sério. Ele é do tipo perigoso, frio e manipulador. Mas a história, mesmo sendo sobre ele, também destaca épocas de vida de outros personagens.

Jurek Walter foi considerado culpado por apenas dois homicídios e uma tentativa de homicídio, mas há evidências contundentes que o ligam a outros dezenove casos de assassinato. Treze anos antes, fora flagrado na floresta de Lill-Jan, no Djurgården, em Estocolmo, forçando uma mulher de cinquenta anos a voltar para um caixão embaixo da terra. Ela tinha sido mantida no caixão por quase dois anos, mas ainda estava viva. A mulher sofreu lesões terríveis, estava desnutrida, os músculos tinham definhado, exibia ferimentos de pressão e queimaduras de frio, e tinha sofrido danos cerebrais graves. Se a polícia não tivesse seguido e prendido Jurek Walter ao lado do caixão, talvez ele nunca tivesse sido detido.

É o caso, por exemplo, de Mikel, um garoto que foi sequestrado e mantido em cárcere privado durante 10 anos junto com sua irmã. A forma como ele conseguiu sair de lá é bem curiosa e faz todo sentido no final. Além de Mikel, temos Joona, policial responsável pelo caso e que monta toda uma estratégia para conseguir arrancar de Jurek alguma informação sobre Mikel e sua irmã. 

Em alguns capítulos, a história da infância de Joona é contada, em forma de flashbacks e te faz ter um certo apreço por ele. É o típico cara da polícia que faz tudo pelo trabalho.

Em dado momento, a inspetora Saga Bauer é colocada, de forma estratégica, ao lado de Jurek. Tudo armação e isso faz com que a gente sinta uma aflição enorme. Aquele medo de o louco descobrir que ela não é paciente coisa alguma, sabe? Sem dúvida você vai ficar apreensivo.

Os capítulos são curtos, cerca de duas páginas e meia cada, o que torna a leitura muito tranquila e te faz não querer largá-lo um minuto sequer. No entanto, serei sincera ao dizer que algumas partes poderiam ter sido dispensadas. É um livro relativamente grande se observado apenas a quantidade de páginas (46), mas é uma leitura rápida. Finalizei em dois dias e meio.

Eu adorei cada página de O homem de areia e já imagino ele sendo adaptado para o cinema, oremos!


Lars Kepler é o pseudônimo da dupla de escritores suecos Alexander e Alexandra Ahndoril. Seus livros já foram publicados em 40 idiomas e venderam mais de doze milhões de cópias ao redor do mundo

Título original: SANDMAN
Tradução: Guilherme Miranda
Páginas: 462
Lançamento: 08/10/2018
ISBN: 9788556520739
Selo: Alfaguara

Compre na Amazon.

Follow Us @blogsabeoinverno