quarta-feira, setembro 26, 2018

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Estou atrasadíssima com os posts do projeto e confesso que essa minha procrastinação já me fez repensar muito se dou continuidade. Mas vou acreditar que o calor está fazendo meu cérebro funcionar lentamente, então não vou desistir, só que preciso de um pouquinho da paciência de vocês porque tenho muitos posts de muitos lugares que visitei, então provavelmente até colocar tudo em dia vai ficar meio repetitivo. Prometo tentar amenizar isso.

Mas vamos lá. Decidi quebrar um pouco os posts sobre Gramado e colocar aqui um restaurante muito legal que conheci esses dias. Eu adoro comida mexicana, mas é algo que quase não tem aqui nos arredores e se tem confesso que não conheço. 


O cardápio é ótimo. Você tem uma boa variedade de comidas mexicanas e texanas e você pode escolher o rodízio ou os pratos separados. Além de ter também os combos.

Como estávamos conhecendo, optamos por um combo com mini hambúrgueres, nachos, tacos, batata frita e molhos. Eu adorei! Vem bastante coisa nesse combo e saí de lá estufada. 

O cardápio de bebidas também é bastante variado. Bebidas bem típicas, como tequila, por exemplo. Pedimos um suco de abacaxi com hortelã e um free-refil. Nele você pode tomar refrigerante, pink lemonade e chá gelado. Uma ótima opção e com um preço bom, se não me engano foi R$10.

Além da comida muito boa, o ambiente é bem bonito e aconchegante. Peço até perdão pela qualidade baixa das fotos, mas é porque foram feitas com o celular e a luz de lá também é pouca, o que é maravilhoso.

Gostei muito de lá e super recomendo. O Sí Senhor fica no Parkshopping ao lado da Made in Brazil. Certamente voltarei lá outro dia. 

Até a próxima.
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SinopseA natureza das coisas é um título que revela ao esconder. Com uma trama direta, discorre a condição emocional e psicológica sem alarde. No entanto, a profundidade dos sentimentos, a intensidade das descobertas e o peso das escolhas são temas que percorrem cada linha. As atitudes de seus personagens refletem um mundo em que as aparências se igualam a sonhos. Quando acordamos, vemos quem somos e podemos seguir adiante ou optar por viver numa ilusão falha. Ao mesmo tempo em que o leitor sente empatia, encontra uma reflexão leve na superfície e tremenda no interior sobre como nos relacionamos, incluindo com nós mesmos.
Avaliação: ★★★

Não há coisa melhor do que ler um bom livro, ainda mais quando ele te deixa reflexivo no final.

Recebi A Natureza das Coisas da Oasys Cultural e eu li em praticamente um dia, de tão gostosinho que é. Confesso que é uma história diferente e que chama a atenção pela simplicidade, mas ao mesmo tempo pela profundidade do enredo.

A personagem principal, Luísa, sonha ser atriz e é aquele tipo de personagem que você torce para que tudo dê certo, mas sabe, lá no fundo, que para uma parte da vida dela dar certo ela terá que abrir mão de outra parte que também a faz feliz. É algo bem próximo a realidade da maioria das pessoas.

A verdade de A Natureza das Coisas é que ele trata de sentimentos. Felicidade, tristeza, decepção, ansiedade, inseguranças. A falta que o outro faz. Sem dúvida já passamos por situações em que não dá para simplesmente sentar e chorar. É preciso ser forte e lidar com a vida. A mensagem que recebi com essa leitura é que a vida é assim mesmo, cheia de altos e baixos.

“Já é noite quando voltam para o hotel. Luísa só consegue falar depois do banho, ao se deitar na cama e ouvir o Cássio dizer que as fotos ficaram ótimas e que certamente conseguirá a capa da revista. Ela abre a boca para concordar, mas, em vez disso, começa a chorar. Diz que não suporta vê-la com aquele olhar sobre outra mulher, que não pode ser testemunha daquilo, muito menos como um burro de carga atrás deles, com malas pesadas e nojentas. Nunca se sentiu tão sufocada e imobilizada, ainda mais com aquela índia cantando e rindo na sua frente.”

Você percebe essa sede de pertencer a algo não só na Luísa que sofre para conseguir um papel importante, mas também no namorado Cássio. Mesmo sendo um fotógrafo que faz um trabalho muito bonito e reconhecido, ainda precisa ter certeza daquilo que faz, já que a idade é uma coisa que martela na cabeça.

Quando aparece o Felipe Alencar você já sente raiva só com o primeiro contato. E o cara rico e que quer impressionar de qualquer forma. Mesmo que as intenções sejam boas e talvez até reais, não dá para simpatizar.

Sabemos o quanto são comuns os conflitos internos e lidar com eles às vezes parece impossível. Marília transforma os conflitos de uma mulher em um drama envolto em poesia em poucas páginas.

Vejo cada vez mais chegar às minhas mãos nacionais com uma qualidade impressionante. Não sou uma "crítica da literatura", ainda preciso estudar MUITO para chegar lá, mas quantas vezes não me decepcionei com histórias rasas e sem muito a acrescentar?

É muito gratificante - nem sei se é a palavra ideal - poder contar com pessoas incríveis apoiando essa minha loucura de propagar a cultura, algo que deveria ser mais consumido e que infelizmente não é.

Se tiverem a oportunidade, leiam este romance, certamente irá te cativar.

Acompanhe a autora Marília Passos

Acompanhe também a Oasys Cultural

TítuloA Natureza das Coisas
Autor Marília Passos
Páginas: 136
Ano: 2017
Gênero:  Romance
Editora: Labrador
I.S.B.N: 9788593058363


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quarta-feira, setembro 12, 2018

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Peço mil desculpa pelo hiato, mas as semanas foram bem corridas. Eu jurei que voltando de viagem tudo ocorreria da forma mais normal e natural possível e eu conseguiria manter o blog atualizado, mas não foi bem assim. Mas vamos ao que interessa. Como eu disse para vocês eu iniciaria o projeto 100 em 1 logo no dia em que iria viajar, assim já poderia incluir todos os lugares que eu visitasse.

O primeiro lugar que fomos ao chegar em Gramado, foi o Mini Mundo. Que coisa mais linda! É aquele tipo de lugar que você sonha a vida inteira em conhecer e quando conhece ainda não acredita. Sem dúvida alguma é o lugar que eu gostaria de visitar toda semana.
O lugar tem uma história bem interessante. Um avô construiu uma casinha de boneca e alguns castelos para seus dois netos. Com o passar do tempo, os dois cresceram e continuaram a construir cenários e incluir personagens. Até que se tornou um lugar turístico e com cenários variados. 

É impressionante como tudo parece real e cada cenários possui uma história, por sinal, uma mais divertida que a outra. A visita foi toda guiada por uma moça extremamente simpática, que contou toda a história da local e dos personagens. 

Um fato curioso que ela contou é que o Mini Mundo acompanha tudo o que acontece no Brasil, e quem sabe até no mundo. Ela disse que na época da greve dos caminhoneiros, eles montaram o conário com os postos de gasolina lotados, as estradas paradas. Eu achei o máximo. 























Uma pausa para essa foto. Eu não lembrava que tinha uma miniatura do Museu Nacional e isso realmente me deixou bem para baixo. Se você esteve em Marte nos últimos dias, o Museu Nacional. localizado no Rio de Janeiro, pegou fogo. É lamentável e realmente fiquei triste depois de ver essa foto.


Uma coisa legal é que a moça que faz a apresentação te coloca dentro dos cenários. Porém, como vocês podem ver, o poste ficou na nossa cara. Não foi culpa da menina que tirou, a culpa foi do meu celular mesmo que na hora de olhar a foto ficou muito escuro e não conseguimos notar na hora. De qualquer forma, fica aqui a lembrança.



















Eu fiquei apaixonada por tudo, sem dúvida é meu segundo lugar preferido em Gramado. E o primeiro? Bom, o primeiro lugar preferido em Gramado vocês vão saber nas próximas postagens.

Toda a história do Mini Mundo você pode ler no site.
Ingressos R$36 (R$18 a meia) e funciona de 9 às 17h.

segunda-feira, setembro 10, 2018

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Sinopse: Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.
Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. Um clássico de Ray Bradbury, "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.


Avaliação: ★★★★★

Acredito que não há momento mais oportuno para falar sobre Fahrenheit 451 do que agora. O Museu Nacional, um espaço dedicado unicamente ao conhecimento, simplesmente não existe mais. Eu não poderia lembrar de nada mais relacionado ao livro do que esse triste acontecimento.

Além disso, se eu tivesse que escolher o livro que salvou meu ano, não pensaria duas vezes ao citar Fahrenheit 451. É um clássico que eu não fazia ideia da existência até uma professora maravilhosa indicar a leitura.

Ler Fahrenheit parece que abriu meus olhos para a forma como a leitura é tratada na nossa sociedade. Um livro publicado pela primeira vez em 1953 e tão atual que chega a assustar. Nosso pensamento, em um país democrático, é que tais acontecimentos não existem, mas é algo que está mais entre nós do que pensamos.

Se você já leu qualquer coisa relacionada a Segunda Guerra Mundial, sem dúvida você sabe que naquela época os livros eram algo ameaçador e com certeza você sabe que queimá-los era a regra.
Então, vê agora por que os livros são tão odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. As pessoas acomodadas só querem rostos de cera, sem poros, sem pelos, sem expressão.
Isso aconteceu porque quem detém o conhecimento é realmente ameaçador. Os grandes líderes não querem que as pessoas pensem. E vai muito além disso. A tragédia com o Museu Nacional foi um exemplo claro de que quanto menos a cultura for fomentada, mais fácil é controlar as pessoas.

Diariamente vemos nossos "livros" serem queimados. Ao deixar de dar prioridade à educação, à cultura, nossos governantes queimam nossas fontes de conhecimento. É péssimo! Lembram do jornalista que elitizou a leitura esses dias? Sim, também é uma forma de queimar nossos livros.

Ultimamente estou recomendando Fahrenheit 451 para todo mundo, porque é uma leitura essencial. Não consigo acreditar que passei pela faculdade sem saber da existência de Ray Bradbury. E preciso comentar que esse post é um desabafo, sabe? Fico revoltada em saber que a cultura é algo tão "inútil" para tantas pessoas. Acredito também que não devemos nos meter no meio de, por exemplo, um adolescente e e um livro.

Acho uma conquista maravilhosa quando vejo crianças e adolescentes lendo. Não interessa o que seja, só o fato de ele se interessar pela leitura já é algo que me deixa muito feliz, As pessoas evoluem e logo logo esse leitor "de livros ruins" vai começar a ler coisas boas e por aí vai. Não vamos jogar os livros e os leitores na fogueira só porque lemos Dostoiévski.

Deixa eu parar por aqui, senão vou reclamar da vida, do universo e de tudo mais.

Segue o trecho que mais gostei:
[...] Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum. Deixe que ele se esqueça de que há uma coisa como a guerra. Se o governo é ineficiente, despótico e avido por impostos, melhor que ele seja tudo isso do que as pessoas se preocuparem com isso. Paz Montag. Promova concursos em que vençam as pessoas que se lembrarem das letras das canções mais populares ou dos nomes das capitais dos estados ou de quanto foi a safra de milho do ano anterior. Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-os com "fatos" que elas se sintam empanzinadas, mas absolutamente "brilhantes" quanto a informações. Assim elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar. E ficarão felizes, porque fatos dessa ordem não mudam. Não as coloque em terreno movediço, como filosofia ou sociologia, com que comparar suas experiências. Ai reside melancolia. Todo homem capaz de desmontar um telão de tv e monta-lo novamente, e a maioria consegue, hoje em dia está mais feliz do que qualquer outro homem que tenta usar a régua de cálculo, medir e comparar o universo, que simplesmente não será medido ou comparado sem que o homem se sinta bestial e solitário. [...]

Título: Fahrenheit 451
Autor: Ray  Bradbury
Páginas: 216
Ano: 2012
Gênero: Distopia / Ficção científica 
Editora: Biblioteca Azul
I.S.B.N: 9788525052247
Tradutor: Cid Knipel


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