quarta-feira, junho 27, 2018

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Uma das coisas menos valorizadas em nosso querido Brasil, dentre várias outras, é a literatura. Impressiona quando mostram os dados sobre leitores, sempre entre os menores índices mundiais. Uma pena, já que ler é a melhor coisa do mundo. Sendo assim, sempre que possível eu divulgo eventos literários. E hoje quero convidar vocês para o Flipop, Festival de Literatura Pop 2018.

Segue a release do evento

Entre os dias 29/06 e 01/07 de 2018, acontece a 2ª edição da FLIPOP - Festival de Literatura Pop -, um evento criado pela Editora Seguinte, selo jovem do Grupo Companhia das Letras. Ainda maior este ano, participam do festival outras 9 editoras além da Seguinte: D'Plácido, Duplo Sentido, Editora Hoo, Globo Alt, Editora Planeta do Brasil, Morro Branco, Plataforma 21, Qualis e Todavia. A FLIPOP acontece no Centro de Convenções Frei Caneca, localizado no 4º andar do Shopping Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 - São Paulo). No evento, todos pagam meia: seja meia entrada de estudante (mediante apresentação de carteirinha) ou meia social (mediante doação de um livro em bom estado na entrada no evento).

A FLIPOP 2018 é um festival literário voltado para os jovens leitores e contará com 38 convidados divididos em mais de 28 mesas de bate-papos e atividades. Nas mesas e durante todo o evento haverá encontros de fãs, dicas de escrita, distribuição de brindes exclusivos, conversas sobre Wattpad, representatividade, fantasia e muito mais.

A abertura do evento será às 12h30 do dia 29 de junho, seguido pelos primeiros bate-papos: Do Wattpad para as prateleiras, com a participação de Bruna Fontes, Mary C. Müller e Mel Geve e a mesa As várias vozes do Brasil, com a participação de Jarid Arraes, Roberta Spindler e Socorro Acioli acontecerão de forma simultânea nas salas A e B, respectivamente.

A literatura juvenil é hoje um dos principais centros de discussões sociais no mundo da literatura, e o fortalecimento da comunidade brasileira pode ser percebido em eventos como a FLIPOP. Na programação há mesas debatendo o papel da chamada “protagonista forte”, a necessidade de normalização de protagonistas gordos, negros e LGBT+ nas histórias, além de como tratar de temas delicados na literatura juvenil. O visitante também poderá assistir a mesas com dicas de escrita e sobre os bastidores do mercado editorial.

Eric Novello (Ninguém nasce herói), Keka Reis (O dia em que minha vida mudou), Iris Figueiredo (Céu sem estrelas) participarão de diversas mesas durante os dias de evento, além de outros nomes da literatura jovem adulta nacional, como Luiza Trigo, Socorro Acioli e Vitor Martins, e as booktubers Bruna Miranda, May Sigwalt, Melina Souza e Tatiany Leite.

Entre os convidados internacionais, a FLIPOP contará com a presença do Jeff Zentner, autor de Dias de despedida, e Morgan Rhodes, autora da série A Queda dos Reinos. Ambos publicados pela Seguinte. A programação completa pode ser vista no site e abaixo:


Quem puder comparecer ao evento, tenho certeza que vai adorar. Uma pena eu não poder, mas como sei que ano que vem vai acontecer de novo, já estou me preparando ansiosamente.

Até mais!

segunda-feira, junho 25, 2018

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No último sábado, aconteceu aqui em Brasília o lançamento do livro A Era dos Mortos - parte 1, do escritor Rodrigo de Oliveira, publicado pela Faro Editorial. Para quem não está familiarizado, eu comentei sobre um de seus livros, Elevador 16, que foi uma surpresa maravilhosa para mim. 

Atualmente, As Crônicas dos Mortos é a maior série de  ficção do Brasil, isso é ou não é incrível? Fico muito feliz em saber que posso contar com nosso povo para ler boas histórias de terror, ainda mais quando se trata de um apocalipse zumbi.
O escritor Rodrigo Oliveira esteve presente e rolou um bate papo muito legal a respeito de todos os livros, desde o momento em que ele teve a ideia - depois de ter um super pesadelo - até o momento atual em que o livro A Era dos Mortos parte 2 já está em pré-venda.
O Rodrigo é um fofo. Super divertido e atencioso. Além da conversa sobre As Crônicas dos Mortos, ele ainda comentou sobre Filhos da Tempestade, que é um livro publicado pela Editora Planeta. Ele falou sobre o processo de publicação e contou para nós que ele já tinha a ideia do livro em mente e que o livro saiu no momento em que teve aquele branco de ideias para A Era dos Mortos. Massa, né?

Enfim, estou adorando participar de mais eventos voltados para a literatura e acredito que é disso que nós precisamos.  Foi um prazer participar desse momento, mediado pelo blog Academia Literária DF, que vocês já conhecem.

Espero que tenham curtido um pouquinho do que foi esse encontro ee até a próxima.

quinta-feira, junho 21, 2018

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Tudo bem que já é quase julho, mas, como dizem, antes tarde do que nunca. Preciso dizer que o blog está crescendo e eu estou com muito medo disso. Além do mais, decidi focar no que realmente importa: livros, filmes, séries e fotografia. Não pretendo mais encher vocês com conteúdo que não é interessante, então se preparem para a chuva de posts sobre essas coisas.

Voltando ao assunto, o mês passou voando e eu quase não lembro de falar sobre os filmes que vi em Maio. Foram muitos, mas bem menos do que o de costume e aqui estão os dez melhores filmes que assisti.

  1. Crash - No Limite (2004) - Aquele tipo de filme revoltante e que te faz refletir muito acerca de alguns cenários que não mudaram quase nada de 2004 para cá. Vencedor do Oscar de melhor filme em 2006, certamente valo a pena.
  2. Operação Red Sparrow (2018) - O filme é muito bom. Não vou dizer que eu esperava mais para não soar extremamente clichê. Mas é um filme que compensa dar uma chance. O diretor, Francis Lawrence, é o mesmo de Jogos Vorazes, Eu sou a Lenda, Constantine e outros filmes muito bons.
  3. Eu Não Sou um Homem Fácil (2018) - Genial seria a palavra certa para descrever esse filme. Uma inversão de papéis, mas que segue mostrando como é o comportamento estereotipado feminino. Faz com que pensemos sobre as mínimas atitudes machistas do nosso cotidiano.
  4. A Noite do Jogo (2018) - Daqueles filmes gostosos de . Dá para assistir com a mãe na sala e sem dúvida é muito divertido.
  5. Armas na Mesa (2016) - Excelente! A princípio pode parecer chato, já que é bem político, mas trata da questão das armas nos Estados Unidos e a forma como alguns lobistas atuam. O final é ótimo.
  6. O Sacrifício do Cervo Sagrado (2017) - Desgraçamento total! Não é par qualquer um. O filme é estranhamente maravilhoso. Agoniante e lasca com seu cérebro.
  7. Tempestade: Planeta em Fúria (2017) - Digno de Sessão da Tarde. Tem o Gerdard Butler, então já sabe.
  8. Terra de Minas (2015) - Como assim um filme que nos faz sentir um pouquinho de pena dos nazistas? Calma, são só crianças que nem sabiam direito o que estavam fazendo. Se é que fizeram algo.
  9. Um Lugar Silencioso (2018) - Fiquei imaginando se na vida real eu sobreviveria. Bom, talvez eu sim, mas a maioria das pessoas que conheço morreria de primeira.
  10. As Aventuras de Paddington 2 (2017) - Filminho para aquecer o coração nesse começo de inverno gelado.Quem já viu o primeiro, obviamente amará o segundo.
Já viram algum filme da lista? O que acharam? Se não, fica aqui a minha dica, são filmes muito bons e que valem a pena.

quarta-feira, junho 20, 2018

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Faz tempo que eu não escrevo textos sobre a vida, o universo e tudo mais aqui no blog e a verdade é que muitas vezes eu prefiro não expor tantas coisas que vejo e penso, já que prefiro entreter quem por ventura visita o blog. Mas quando criei o blog, foi por uma grande necessidade de me expressar e já que na maioria das vezes eu não tenho com que conversar ou apenas não quero falar, escrever é a melhor saída. Então vamos lá.

O motivo do texto de hoje é uma coisa que há muito se fala, mas poucos fazem: valorizar o trabalho alheio, principalmente quando é seu amigo ou mesmo colega. Como vocês sabem, eu sou professora, mas durante muito tempo me dediquei apenas à fotografia. Hoje faço alguns trabalhos, mas não é a minha principal fonte de renda agora. No entanto, não deixa de ser um trabalho. Eu ainda pago contas, ainda separo tempo para sair de casa e fotografar, gasto tempo tratando as fotos. Tempo é dinheiro, já dizia Tio Sam.

Não é incomum eu ouvir pessoas próximas, parentes e muitos que se dizem "amigos" me pedindo para trabalhar de graça ou por um preço que para mim não paga o combustível e o lanche. O mais engraçado e que você não me vê chorando desconto, gritando que seus preços são altos ou pedindo "precinho de amiga".

Tenho muitos colegas que trabalham por conta, que fazem trabalhos manuais e os vendem, ou que só estão vendendo algum produto para ter uma renda extra. Se for algo do meu interesse e eu quiser comprar, eu vou pagar o preço que ele está pedindo, porque imagino todo o trabalho envolvido ali. Acho injusto pedir desconto para alguém que já tem que ter um trabalhão do caramba para se sustentar nos dias em que vivemos.

Seu amigo ofereceu um preço e você não curtiu ou não pode pagar, apenas diga "bacana, quando eu puder, quem sabe". Demonstre que valoriza aquele esforço. Isso é ter um pouco de humanidade, sabe?

Eu estou sempre comprando coisas que meus amigos vendem, porque acredito no potencial de todos e sei o quanto aquele dinheiro é importante. Por outro lado, quando os mais chegados me pedem um servicinho, é um absurdo eu cobrar pelo meu trabalho, ainda mais sendo tão caro. Isso me deixa bastante triste. Ninguém é obrigado a adquirir um produto ou serviço, mas se o fizer, tenham um pouco de empatia. Peça desconto em lojas grandes, onde 10 reais não fará diferença.

Espero alcançar algumas mentes e conscientizá-las, porque é disso que o mundo precisa hoje em dia: sensibilidade.

quarta-feira, junho 13, 2018

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No último sábado, 09/06, aconteceu aqui em Brasília, na livraria Cultura do Casa Park, o Mochilão da Record, evento que já aconteceu em 2016 e 2017 em vários estados brasileiros. Foi a primeira vez que pude participar e confesso que saí bastante satisfeita. A ideia do mochilão é mostrar para nós, leitores, as novidades do Grupo Editorial record.

O evento foi mediado pelas fofas Shirley Tuxo e Rafa Mchado, que fazem parte da equipe de marketing da editora. Meus parabéns, porque as duas são umas fofas e fizeram o evento ser melhor ainda. Muito divertidas, atenciosas e contam um resumo do livro como ninguém.
Além de ficar sabendo de todos os melhores lançamentos, ainda recebemos alguns brindes literários super fofos. Todos os marcadores acima - como vocês sabem, eu coleciono - e são todos de novos livros da editora, teve boton. cartão e uma ecobag lindinha demais. Esses eventos literários estão me deixando sem espaço para ecobag (rindo sozinha aqui)



Como vocês podem perceber, existem gatos que não perdem a chance de sair na foto. Além de tudo, ainda tive a oportunidade de encontrar duas amigas queridíssimas que a internet e os livros me trouxeram.


Fotos roubadas descaradamente do facebook da Karol, porque sim (adorei o look da Thainá). Eu simplesmente adorei o evento e já estou ansiosa pelos próximos e para encontrá-las.

Fiquei com vontade de comprar vários livros anunciados, entre eles Tarde Demais da Coleen Hoover, Todo dia do David Levithan e O dia em que o presidente desapareceu, escrito pelo Bill Clinton e pelo James Patterson. Se eu encontrar na Feira do Livro, sem dúvida trarei. Aliás, a feira já começou e estou muito ansiosa para fazer uma visitinha.

Espero que tenham curtido e ano que vem espero que tenha novamente.

quarta-feira, junho 06, 2018

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Ando em um ritmo de leitura muito bom. Isso tem me empolgado bastante, porque estou conseguindo conciliar várias atividades e ler tem ocupado bastante do meu tempo. O que é algo maravilhoso. No final de semana que emendou com o feriado, ao invés de dizer que eu "não fiz nada", posso afirmar que fiz tudo o que eu queria ter feito. Conseguir parcerias para o blog tem me motivado mais ainda.

Um dos livros escolhidos dentre as opções disponibilizadas pela editora Companhia das Letras, Enterre seus Mortos foi um dos títulos que mais me chamou a atenção. Confesso que quando li a sinopse, nem me liguei no nome da autora e que ela era brasileira. Foi uma surpresa muito grande quando cheguei ao fim e pude colocá-lo no roll dos meus livros preferidos de sempre.

SinopseEdgar Wilson é “um homem simples que executa tarefas”. Trabalha no órgão responsável por recolher animais mortos em estradas e levá-los para um depósito onde são triturados num grande moedor. Seu colega de profissão, Tomás, é um ex-padre excomungado pela Igreja Católica que distribui extrema unção aos moribundos vítimas de acidentes fatais que cruzam seu caminho. A rotina de Edgar Wilson, absurda em sua pacatez, é alterada quando ele se depara com o corpo de uma mulher enforcada dentro da mata. Quando descobre que a polícia não possui recursos para recolhê-lo — o rabecão está quebrado —, o funcionário é incapaz de deixá-lo à mercê dos abutres e decide rebocar o cadáver clandestinamente até o depósito, onde o guarda num velho freezer, à espera de um policial que, quando chega, não pode resolver a situação. Nos próximos dias, o improvisado esquife receberá ainda outro achado de Wilson, o lacônico herói deste desolador romance kafkiano: desta vez o corpo de um homem. Habituados a conviver com a brutalidade, Edgar e Tomás não se abalam diante da morte, mas conhecem a fronteira, pela qual transitam diariamente, entre o bem e o mal, o homem e o animal. Enquanto Tomás se empenha em salvar a alma, Edgar se preocupa com a carcaça daqueles que cruzam seu caminho. Por isso, os dois decidem dar um fim digno àqueles infelizes cadáveres. Em sua tentativa de devolvê-los ao curso da normalidade, palavra fugidia no universo que Ana Paula Maia constrói magistralmente, os dois removedores de animais mortos conhecerão o insalubre destino de seus semelhantes. Com uma linguagem seca, que mimetiza as estradas pelas quais o romance se desenrola, a autora faz brotar questões existenciais de difícil resolução. O resultado é uma inusitada mescla de romance filosófico e faroeste que revela o poderoso projeto literário de Maia.
Avaliação: ★★★

O livro, como já disseram em algum momento, é um "soco no estômago". Você sente através dele toda a podridão com que Tomás e Edgar Wilson convivem. Foi uma leitura que me trouxe uma experiência muito diferente. Ao fim do livro eu não tinha palavras para descrever a sensação.

Como imaginar um trabalho em que você tenha que recolher animais mortos das pistas? Depois de tantos anos fazendo isso, Edgar Wilson e Tomás enxergam a vida e a morte de uma forma bem distinta dos demais seres humanos. Além disso, com muita frequência, eles se veem diante de acidentes fatais com pessoas. Nota-se que eles são indivíduos secos diante da vida, que não se abalam por qualquer motivo e que demonstram total frieza, não por serem pessoas ruins. Muito pelo contrário.

"Tomás sorri. Solta a fumaça do charuto e aspira em seguida. Edgar Wilson não gosta de ser incomodado com perguntas. Costuma manter seus pensamentos em silêncio e longe dos outros. Não gosta de ser ouvido ou mesmo notado. Mantém-se num habitual estado de isolamento. Impenetrável."

Espera-se que eles não tenham sentimentos, mas a verdade é que ao se deparar com o cadáver daquela mulher, a céu aberto, sendo devorado por abutres a primeira coisa que Edgar pensa é que não pode deixá-la ali. Acontece que tirar aquela mulher da corda, pendurada na árvore, é o menor dos problemas para Edgar. Em uma cidade em que claramente não há respeito pelos mortos, o mais difícil é conseguir dar um destino final àquela pessoa.

Tomás, na sua condição de padre, mesmo excomungado, também apresenta um certo sentimento por todas as pessoas que morrem naquelas estradas. Nunca permite que uma pessoa morra sem antes oferecer uma mensagem para que ela vá em paz.

"Tomás segura com cuidado a cabeça do motociclista estendido no chão. Coloca delicadamente a mão sobre o peito do homem, que solta golfadas de sangue e balbucia uma prece. Tira do bolso um vidrinho com água benta, molha a ponta do dedo e faz o sinal da cruz na testa e na boca do homem. Enquanto morre, agarra com força o braço do padre, que se mantém ali amparando-o em seu momento de morte. Ao menos não está sozinho. Tomás lhe dá algum conforto. Ninguém nasce só e não deveria morrer só. Tomás permanece rezando baixinho e vislumbra o momento exato em que o fôlego de vida deixa o homem e volta para Deus."

É um livro bem difícil de digerir, ainda mais quando vai chegando ao final e você nota o quanto a cidade é esquecida, as pessoas são esquecidas e um morto é apenas um morto. Dá para sentir profundamente a indiferença em relação ao que deveria ser um momento de reflexão.

A riqueza de detalhes do cenário em que tudo acontece chega a ser nauseante. A forma como Ana Paula Maia é direta impressiona. É uma obra que certamente irei ler novamente. Apesar de ser um livro curto, eu precisei parar algumas vezes para respirar. Levei uns dois dias para finalizá-lo e cheguei ao fim com uma sensação de que não havia mais chão embaixo dos meus pés. Penso que há bondade em todos nós, mesmo diante de todas as atrocidades do mundo que nos cerca.
"Os peixes mesmo mortos, brilham. Os homens quando morrem são cobertos de trevas e tudo se apaga rapidamente. O que havia nesses olhos se foi. Não há mais nada ali."


I.S.B.N: 9788535930672; Páginas: 136; Ano: 2018; Autor: Ana Paula Maia; Gênero: Ficção/Literatura Brasileira; Editora: Companhia das Letras.

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