Quem diria que um dia eu repensaria meu consumismo unicamente por querer priorizar outras coisas? Se você não está entendendo nada, eu explico. De uns tempos para cá, venho percebendo que ter coisas em grande quantidade não me deixa mais feliz do que eu poderia ser fazendo uma viagem.

É isso mesmo que você leu, jovem gafanhoto. Euzinha, consumista do jeito que ERA estou aqui, desejando nunca ter acumulado uma quantidade absurda de batons e sapatilhas. É impressionante como isso, atualmente, me incomoda.

Houve um tempo em que eu imaginava que a única forma de alegrar meu dia era indo ao shopping para torrar meu suado dinheirinho com coisas desnecessárias, apenas pelo prazer de comprar. Uma saidinha para ir ao mercado era motivo suficiente para comprar qualquer coisa além daquilo que eu realmente ia comprar.

Acontece que quando eu era mais nova e não trabalhava, ficava desejando tudo o que via pela frente, mas meus pais, assim como quaisquer pais sensatos, não saíam gastando o dinheiro deles com besteiras para mim. Nunca me faltou nada, mas eu sempre queria mais e mais.

E aí que quando comecei a trabalhar, acho que meu subconsciente quis colocar todas as compras em dia. Eu já cheguei a ter três blusas do mesmo modelo, mudava só a cor. Vestidos iguais que mudavam só a cor.

O problema é que na hora da compra, era tudo maravilhoso, mas quando você chega em casa e percebe que o seu vazio interior vai além de umas comprinhas, o mundo desaba. Você percebe que você pode ter o mundo inteiro e que nada vai te satisfazer, porque o espaço que tem dentro de você não pode ser preenchido com cinco batons novos.

Nós precisamos ser felizes apesar de tudo. Não é uma casa enorme, coisas caras, sapatos a perder de vista que vai te fazer feliz se você tem um problema maior. Quantas vezes eu fiquei estressada por dias depois de sair e não voltar com uma sacolinha para casa?

Desde que comecei a ver as coisas dessa forma, e desde que decidi que quero viajar e ter experiências que uma blusinha nova não vai me proporcionar, eu simplesmente perdi a vontade de sair gastando dinheiro atoa.

É péssimo olhar para os cantos da casa e ver coisas entulhadas. Decidi comprar só o que realmente é necessário e me dar mais ao luxo de comer coisinhas gostosas e diferentes, além das viagens que já estão na minha mente.

Também quero dizer que depois de uma arrumação aqui nas minhas coisas, decidi que vou ficar um ano sem comprar sapatos e maquiagens. Esse prazo pode se estender caso até lá eu não tenha conseguido usar todos os batons que tenho aqui. Estou em processo de doação de várias coisas, como por exemplo, roupas e sapatos. As roupas já doei, os sapatos é que estão difíceis.

Espero conseguir manter essa linha de pensamento e conto com o apoio de vocês. Continuem acompanhando minhas publicações, vai que você decide entrar nessa de consumo consciente também?
Já faz um ano que estou na casa nova junto com o boy e desde então não fizemos nenhuma mudança no apartamento, já que ele está em ótimas condições e muito bem arrumadinho, mas faz uns meses que estou com a ideia fixa de fazer algumas mudanças, por exemplo, pintar as paredes e comprar móveis novos.

Se vocês quiserem, eu posso compartilhar aqui no blog algumas outras ideias de decoração e também as que eu for implantando aqui no meu apartamento. Coloquem nos comentários o que acham.

Além disso, ainda tenho um papel de parede aqui que está esperando para ser usado, mas já comecei a pesquisar outras estampas e a loja Bem Colar vem me inspirando muito. Achei bem fofa a ideia de utilizar papel de parede para quartos de bebê. Usado a criatividade, você não precisa necessariamente usar o papel de parede só no quarto de crianças, então  peguei algumas ideias para compartilhar com vocês.


O legal do papel de parede é que você pode aplicá-lo onde quiser, basta ter um pouquinho de paciência e planejamento. Conheci o site da Bem Colar faz alguns meses e fiquei apaixonada pela variedade de estampas que eles têm, além dos precinhos ótimos.

Estou completamente apaixonada por essa estampa floral da quinta imagem, acho que daria certinho em um quarto que tenho aqui e que em breve vai virar escritório. Vale muito a pena conferir se você está planejando alguma mudança em casa.

Aposto que você pensou que era para o meu bebê, né? Não, gente. Não estou grávida, estou apenas dando sugestões de decoração, que eu sei que vocês amam. 

Coisa boa a gente compartilha, certo? Por isso fiquem com essas dicas. Todos os modelos estão no site e você pode acompanhar a Bem Colar no Twitter, Facebook, Youtube, Pinterest G+.
Como sonhei conhecer o Lago Negro. Foi um dos lugares que eu mais quis conhecer em Gramado, então, logo coloquei ele no roteiro juntamente com o Le Jardin. Quando você começa o planejamento para conhecer Gramado, uma das primeira opções que todos sugerem é o Lago Negro. Não é para menos, o lago é lindo e é de graça, você paga apenas para andar de pedalinhos.

História do Lago Negro:
Inicialmente chamava-se Vale do Bom Retiro. O local em que o lago se encontra atualmente foi destruído por um incêndio em 1942, e Leopoldo Rosenfeld iniciou seu reflorestamento e a construção da barragem do lago em 1953, procurando semelhança com os lagos da Europa. As mudas de pinheiros que o margeiam foram trazidas da Floresta Negra, em alemão Der Schwarzwald, localizada no sudoeste da Alemanha, no estado do Baden-Württemberg.





Acho que foi onde menos tirei fotos, mas é porque eu estava muito ansiosa para conhecer o Le Jardin e também preferi apreciar a paisagem. É um lugar belíssimo e se você for a Gramado, não deixe de visitar.

O Lago Negro fica aberto de 8 às 19h e a entrada é gratuita.

Esse post faz parte do projeto 100 lugares em 1 ano.
Estou atrasadíssima com os posts do projeto e confesso que essa minha procrastinação já me fez repensar muito se dou continuidade. Mas vou acreditar que o calor está fazendo meu cérebro funcionar lentamente, então não vou desistir, só que preciso de um pouquinho da paciência de vocês porque tenho muitos posts de muitos lugares que visitei, então provavelmente até colocar tudo em dia vai ficar meio repetitivo. Prometo tentar amenizar isso.

Mas vamos lá. Decidi quebrar um pouco os posts sobre Gramado e colocar aqui um restaurante muito legal que conheci esses dias. Eu adoro comida mexicana, mas é algo que quase não tem aqui nos arredores e se tem confesso que não conheço. 


O cardápio é ótimo. Você tem uma boa variedade de comidas mexicanas e texanas e você pode escolher o rodízio ou os pratos separados. Além de ter também os combos.

Como estávamos conhecendo, optamos por um combo com mini hambúrgueres, nachos, tacos, batata frita e molhos. Eu adorei! Vem bastante coisa nesse combo e saí de lá estufada. 

O cardápio de bebidas também é bastante variado. Bebidas bem típicas, como tequila, por exemplo. Pedimos um suco de abacaxi com hortelã e um free-refil. Nele você pode tomar refrigerante, pink lemonade e chá gelado. Uma ótima opção e com um preço bom, se não me engano foi R$10.

Além da comida muito boa, o ambiente é bem bonito e aconchegante. Peço até perdão pela qualidade baixa das fotos, mas é porque foram feitas com o celular e a luz de lá também é pouca, o que é maravilhoso.

Gostei muito de lá e super recomendo. O Sí Senhor fica no Parkshopping ao lado da Made in Brazil. Certamente voltarei lá outro dia. 

Até a próxima.
SinopseA natureza das coisas é um título que revela ao esconder. Com uma trama direta, discorre a condição emocional e psicológica sem alarde. No entanto, a profundidade dos sentimentos, a intensidade das descobertas e o peso das escolhas são temas que percorrem cada linha. As atitudes de seus personagens refletem um mundo em que as aparências se igualam a sonhos. Quando acordamos, vemos quem somos e podemos seguir adiante ou optar por viver numa ilusão falha. Ao mesmo tempo em que o leitor sente empatia, encontra uma reflexão leve na superfície e tremenda no interior sobre como nos relacionamos, incluindo com nós mesmos.
Avaliação: ★★★

Não há coisa melhor do que ler um bom livro, ainda mais quando ele te deixa reflexivo no final.

Recebi A Natureza das Coisas da Oasys Cultural e eu li em praticamente um dia, de tão gostosinho que é. Confesso que é uma história diferente e que chama a atenção pela simplicidade, mas ao mesmo tempo pela profundidade do enredo.

A personagem principal, Luísa, sonha ser atriz e é aquele tipo de personagem que você torce para que tudo dê certo, mas sabe, lá no fundo, que para uma parte da vida dela dar certo ela terá que abrir mão de outra parte que também a faz feliz. É algo bem próximo a realidade da maioria das pessoas.

A verdade de A Natureza das Coisas é que ele trata de sentimentos. Felicidade, tristeza, decepção, ansiedade, inseguranças. A falta que o outro faz. Sem dúvida já passamos por situações em que não dá para simplesmente sentar e chorar. É preciso ser forte e lidar com a vida. A mensagem que recebi com essa leitura é que a vida é assim mesmo, cheia de altos e baixos.

“Já é noite quando voltam para o hotel. Luísa só consegue falar depois do banho, ao se deitar na cama e ouvir o Cássio dizer que as fotos ficaram ótimas e que certamente conseguirá a capa da revista. Ela abre a boca para concordar, mas, em vez disso, começa a chorar. Diz que não suporta vê-la com aquele olhar sobre outra mulher, que não pode ser testemunha daquilo, muito menos como um burro de carga atrás deles, com malas pesadas e nojentas. Nunca se sentiu tão sufocada e imobilizada, ainda mais com aquela índia cantando e rindo na sua frente.”

Você percebe essa sede de pertencer a algo não só na Luísa que sofre para conseguir um papel importante, mas também no namorado Cássio. Mesmo sendo um fotógrafo que faz um trabalho muito bonito e reconhecido, ainda precisa ter certeza daquilo que faz, já que a idade é uma coisa que martela na cabeça.

Quando aparece o Felipe Alencar você já sente raiva só com o primeiro contato. E o cara rico e que quer impressionar de qualquer forma. Mesmo que as intenções sejam boas e talvez até reais, não dá para simpatizar.

Sabemos o quanto são comuns os conflitos internos e lidar com eles às vezes parece impossível. Marília transforma os conflitos de uma mulher em um drama envolto em poesia em poucas páginas.

Vejo cada vez mais chegar às minhas mãos nacionais com uma qualidade impressionante. Não sou uma "crítica da literatura", ainda preciso estudar MUITO para chegar lá, mas quantas vezes não me decepcionei com histórias rasas e sem muito a acrescentar?

É muito gratificante - nem sei se é a palavra ideal - poder contar com pessoas incríveis apoiando essa minha loucura de propagar a cultura, algo que deveria ser mais consumido e que infelizmente não é.

Se tiverem a oportunidade, leiam este romance, certamente irá te cativar.

Acompanhe a autora Marília Passos

Acompanhe também a Oasys Cultural

TítuloA Natureza das Coisas
Autor Marília Passos
Páginas: 136
Ano: 2017
Gênero:  Romance
Editora: Labrador
I.S.B.N: 9788593058363


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Peço mil desculpa pelo hiato, mas as semanas foram bem corridas. Eu jurei que voltando de viagem tudo ocorreria da forma mais normal e natural possível e eu conseguiria manter o blog atualizado, mas não foi bem assim. Mas vamos ao que interessa. Como eu disse para vocês eu iniciaria o projeto 100 em 1 logo no dia em que iria viajar, assim já poderia incluir todos os lugares que eu visitasse.

O primeiro lugar que fomos ao chegar em Gramado, foi o Mini Mundo. Que coisa mais linda! É aquele tipo de lugar que você sonha a vida inteira em conhecer e quando conhece ainda não acredita. Sem dúvida alguma é o lugar que eu gostaria de visitar toda semana.
O lugar tem uma história bem interessante. Um avô construiu uma casinha de boneca e alguns castelos para seus dois netos. Com o passar do tempo, os dois cresceram e continuaram a construir cenários e incluir personagens. Até que se tornou um lugar turístico e com cenários variados. 

É impressionante como tudo parece real e cada cenários possui uma história, por sinal, uma mais divertida que a outra. A visita foi toda guiada por uma moça extremamente simpática, que contou toda a história da local e dos personagens. 

Um fato curioso que ela contou é que o Mini Mundo acompanha tudo o que acontece no Brasil, e quem sabe até no mundo. Ela disse que na época da greve dos caminhoneiros, eles montaram o conário com os postos de gasolina lotados, as estradas paradas. Eu achei o máximo. 























Uma pausa para essa foto. Eu não lembrava que tinha uma miniatura do Museu Nacional e isso realmente me deixou bem para baixo. Se você esteve em Marte nos últimos dias, o Museu Nacional. localizado no Rio de Janeiro, pegou fogo. É lamentável e realmente fiquei triste depois de ver essa foto.


Uma coisa legal é que a moça que faz a apresentação te coloca dentro dos cenários. Porém, como vocês podem ver, o poste ficou na nossa cara. Não foi culpa da menina que tirou, a culpa foi do meu celular mesmo que na hora de olhar a foto ficou muito escuro e não conseguimos notar na hora. De qualquer forma, fica aqui a lembrança.



















Eu fiquei apaixonada por tudo, sem dúvida é meu segundo lugar preferido em Gramado. E o primeiro? Bom, o primeiro lugar preferido em Gramado vocês vão saber nas próximas postagens.

Toda a história do Mini Mundo você pode ler no site.
Ingressos R$36 (R$18 a meia) e funciona de 9 às 17h.
Sinopse: Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.
Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. Um clássico de Ray Bradbury, "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.


Avaliação: ★★★★★

Acredito que não há momento mais oportuno para falar sobre Fahrenheit 451 do que agora. O Museu Nacional, um espaço dedicado unicamente ao conhecimento, simplesmente não existe mais. Eu não poderia lembrar de nada mais relacionado ao livro do que esse triste acontecimento.

Além disso, se eu tivesse que escolher o livro que salvou meu ano, não pensaria duas vezes ao citar Fahrenheit 451. É um clássico que eu não fazia ideia da existência até uma professora maravilhosa indicar a leitura.

Ler Fahrenheit parece que abriu meus olhos para a forma como a leitura é tratada na nossa sociedade. Um livro publicado pela primeira vez em 1953 e tão atual que chega a assustar. Nosso pensamento, em um país democrático, é que tais acontecimentos não existem, mas é algo que está mais entre nós do que pensamos.

Se você já leu qualquer coisa relacionada a Segunda Guerra Mundial, sem dúvida você sabe que naquela época os livros eram algo ameaçador e com certeza você sabe que queimá-los era a regra.
Então, vê agora por que os livros são tão odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. As pessoas acomodadas só querem rostos de cera, sem poros, sem pelos, sem expressão.
Isso aconteceu porque quem detém o conhecimento é realmente ameaçador. Os grandes líderes não querem que as pessoas pensem. E vai muito além disso. A tragédia com o Museu Nacional foi um exemplo claro de que quanto menos a cultura for fomentada, mais fácil é controlar as pessoas.

Diariamente vemos nossos "livros" serem queimados. Ao deixar de dar prioridade à educação, à cultura, nossos governantes queimam nossas fontes de conhecimento. É péssimo! Lembram do jornalista que elitizou a leitura esses dias? Sim, também é uma forma de queimar nossos livros.

Ultimamente estou recomendando Fahrenheit 451 para todo mundo, porque é uma leitura essencial. Não consigo acreditar que passei pela faculdade sem saber da existência de Ray Bradbury. E preciso comentar que esse post é um desabafo, sabe? Fico revoltada em saber que a cultura é algo tão "inútil" para tantas pessoas. Acredito também que não devemos nos meter no meio de, por exemplo, um adolescente e e um livro.

Acho uma conquista maravilhosa quando vejo crianças e adolescentes lendo. Não interessa o que seja, só o fato de ele se interessar pela leitura já é algo que me deixa muito feliz, As pessoas evoluem e logo logo esse leitor "de livros ruins" vai começar a ler coisas boas e por aí vai. Não vamos jogar os livros e os leitores na fogueira só porque lemos Dostoiévski.

Deixa eu parar por aqui, senão vou reclamar da vida, do universo e de tudo mais.

Segue o trecho que mais gostei:
[...] Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum. Deixe que ele se esqueça de que há uma coisa como a guerra. Se o governo é ineficiente, despótico e avido por impostos, melhor que ele seja tudo isso do que as pessoas se preocuparem com isso. Paz Montag. Promova concursos em que vençam as pessoas que se lembrarem das letras das canções mais populares ou dos nomes das capitais dos estados ou de quanto foi a safra de milho do ano anterior. Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-os com "fatos" que elas se sintam empanzinadas, mas absolutamente "brilhantes" quanto a informações. Assim elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar. E ficarão felizes, porque fatos dessa ordem não mudam. Não as coloque em terreno movediço, como filosofia ou sociologia, com que comparar suas experiências. Ai reside melancolia. Todo homem capaz de desmontar um telão de tv e monta-lo novamente, e a maioria consegue, hoje em dia está mais feliz do que qualquer outro homem que tenta usar a régua de cálculo, medir e comparar o universo, que simplesmente não será medido ou comparado sem que o homem se sinta bestial e solitário. [...]

Título: Fahrenheit 451
Autor: Ray  Bradbury
Páginas: 216
Ano: 2012
Gênero: Distopia / Ficção científica 
Editora: Biblioteca Azul
I.S.B.N: 9788525052247
Tradutor: Cid Knipel


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Enfim sentei para escrever sobre essa viagem incrível. Foram dias maravilhosos que aproveitamos e já estou aqui ansiosa pela próxima viagem que sequer está programada. Mas vamos lá. 

Essa viagem havia sido programada a princípio para maio desse ano. Porém, eu e  Rodrigo somos totalmente inexperientes em viagens longas. As vezes em que viajamos sozinhos fomos de carro aqui para perto ou em comboio, também de carro.

Foi nossa primeira vez em um avião, então tivemos várias incertezas e inseguranças, porém foi tudo muito tranquilo. Em maio não deu certo, como eu disse, nós ficamos bem inseguros, então decidimos adiar para agosto, mês de férias dele. 

Saímos daqui na quarta-feira a noite e fomos para Porto Alegre. De lá, alugamos um carro e seguimos para Gramado, que fica a 118km de distância. Dá mais ou menos duas horas subindo a serra. Como chegamos à noite, então as pistas estavam todas muito tranquilas. Quase não tinha carro durante o trajeto, o que para mim foi ótimo.
Chegamos ao hotel por volta de uma hora da manhã e fomos muito bem recepcionados. Já estava muito frio e o hotel todo aquecidinho, foi ótimo. Eu dormi muito bem para uma pessoa ansiosa para amanhecer logo. 

No dia seguinte, quinta-feira, acordamos 7h, nos arrumamos, tomamos café e fomos conhecer a cidade. Havíamos feito um roteiro para todos os dias e conseguimos fazer praticamente todas as visitas no primeiro dia. Logo de cara levamos uma multa de R$12, porque em Gramado, qualquer lugar que você para na zona azul é preciso pagar uma taxa. Nós não sabíamos, ainda bem que é baratinho.

Nosso primeiro dia, conhecemos tudo o que tinha para conhecer na Avenida Borges de Medeiros, além de aproveitarmos para ir ao Mini Mundo, Aldeia do Papai Noel Lago Negro e Le Jardim.

No segundo dia, compramos os ingressos da Dream Land, visitamos os museus, fomos à Canela e depois fomos a Bento Gonçalves visitar nossos amigos. 

Chegamos em Bento à noite, jantamos, tomamos muito vinho e no dia seguinte, sábado, conhecemos o Vale dos Vinhedos e o município de Monte Belo. 

Vou detalhar tudo em outros posts, aqui quero deixar um resumo mesmo. 

O último dia foi bem tenso. Nosso voo que estava marcado para 20h foi cancelado e nos colocaram em um voo 12h. Impossível chegar ao aeroporto nesse horário. Havíamos deixado para o domingo: comprar lembrancinhas, ir na Snowland e talvez conhecer A Mina. Conseguimos que nos colocassem num voo às 15h, porém com conexão em São Paulo no aeroporto de Congonhas.

Olha a quantidade de coisas que perdemos por causa disso. Foi revoltante passar o dia dentro do avião e não poder aproveitar mais um pouco. Essa foi a única parte chata de tudo. Cheguei ao aeroporto estressada, com dor de cabeça, com fome. No aeroporto de Congonhas foi ainda pior: lotado, dor de cabeça, bagunça, falta de ar, fome, coxinha R$10.

Enfim, foi uma viagem maravilhosa, mas que infelizmente a Latam nos fez perder um dia inteiro. Ainda estou vendo como faz para processar, porque sinceramente, foi uma viagem muito cara para meu orçamento de R$2. 

Nos próximos posts eu vou contar sobre cada dia e com fotos, muitas fotos para vocês. Aguardem.
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Nem consigo acreditar que finalmente vou fazer a viagem da minha vida. Sempre tive o sonho de conhecer a Serra Gaúcha por causa do frio e da beleza do lugar e esse dia chegou. Hoje eu e o Rodrigo embarcamos para Gramado no Rio Grande do Sul e eu ainda estou tentando acreditar que é real.

Sairemos de Brasília com destino a Porto Alegre e de lá iremos para Gramado. Alugamos um carro, já que pretendemos ir a vários lugares. Não vamos ficar muito tempo, já que nossas férias não foram no mesmo mês. Rodrigo está de férias agora, mas as minhas acabaram dia 30. 

Como para mim é mais fácil pegar uma folguinha no trabalho, então decidimos ir agora em Agosto até mesmo por ser fora de temporada. Vamos ficar quatro dias, o que considero suficiente para conhecer um pouco da cidade. Além disso, minha grande amiga me espera em Bento Gonçalves para uma visita rápida. 

Estou muito ansiosa por essa nova vida de viajante, sabe? Aqui no blog já falei sobre a viagem para Caldas Novas e Pirenópolis, ambas em Goiás e que são destinos obrigatórios para brasilienses. Apesar de serem cidades próximas a Brasília, é uma bela viagem daqui até lá e precisa ser muito bem programado para não gastar demais ou não pegar datas em que as cidades estão cheias. Esse ano voltei em Caldas no feriado do dia das mães, mas nem fiz post, só coloquei algumas fotos no Instagram (segue lá @milcaabreu).

Eu pensei em vários posts para fazer antes da viagem, mas acabei nem fazendo. Depois que eu voltar aí sim teremos vários posts, então se você quiser saber alguma coisa é só deixar nos comentários.

Com certeza estarei muito presente no instagram, então me sigam por lá para saber de tudo e ver todas as fotos.

Então é isso. Até a volta.