quarta-feira, agosto 26, 2020

O home office não é para mim!

Cansada

Não é clickbait. Realmente é uma coisa que vem me trazendo aflição desde o início do isolamento social. Talvez a internet já esteja abarrotada de reclamações sobre essa quarentena sem fim - e que não haverá fim se depender do desgoverno - mas eu realmente precisava colocar isso de alguma forma para fora de mim.

Fiquei alguns meses basicamente com férias adiantadas, recesso escolar e todos os feriados antecipados. Já era muito ruim o sentimento de incerteza.

Depois que voltamos, eu imaginei "ah que bom, agora tenho uma ocupação". Tadinha de mim, mal sabia que trabalharia dobrado, com inúmeras distrações e precisando intercalar uma reunião com a lavagem do banheiro. Ou fazendo os dois ao mesmo tempo.

Eu escrevi aqui no blog alguns textos sobre os meus sentimentos a respeito desse purgatório em que vivemos (aqui, aqui e aqui) e parece que cada dia surge uma aflição diferente. Toda a "mansidão" que passei durante uns três meses, agora está sendo cobrando, sabe?

Fico dividida entre "amo ser professora" e "por que não escolhi outra profissão?". Não que eu tenha desistido de pensar em uma outra ocupação, mas no final eu penso que eu queria mesmo era ter nascido herdeira e tenho certeza ainda, de que eu odiaria.

O trabalho em casa é complicado. Imagine você, que trabalha com blog e escuta há anos "você só trabalha com isso?". Então, agora imagina você ralar dia e noite, tentar manter a sanidade mental e as pessoas pensarem que está super tranquilo você trabalhar, dar conta da casa, da vida social (vida social em plena pandemia, sim, você leu isso), e ainda lidar com todas as interrupções enquanto você cria material escolar para uma criança que mal saiu da educação infantil?

É um desabafo, entenda. Eu realmente gostaria de fazer bem mais por todas as crianças que dou aula. Elas são infinitamente as mais prejudicadas em meio a toda a essa loucura. Mas sabe, eu me sinto mal quando acordo de bom humor e bem disposta.

Pois é, lidar ainda com "sua felicidade clandestina" é complicado. Parece que é mais fácil eu me manter com raiva, de cara feia e chorosa do que tornar minha "alegria" algo que não deveria ser o destaque do dia, a capa do jornal da cidade.

Misturei tudo, né? É isso. Home Office pode ser o sonho de muita gente. Para mim não está legal. Está consumindo minha energia (que já não era muita) e não consigo administrar isso mais de um mês depois.

terça-feira, agosto 04, 2020

Materiais que uso no Bullet Journal

materiais bullet jurnal
Já faz tempo que quero mostrar o material que uso no meu Bullet Journal, mas estava sempre deixando para depois. Em primeiro lugar é importante, MUITO IMPORTANTE deixar claro que tudo o que eu comprei não foi da noite para o dia. Foi uma compra aqui, outra ali, um precinho bom aqui, outro ali.

Segundo, também é importante deixar bem claro que você não precisa ter mil coisas e todos os materiais para começar seu bullet journal. Eu comecei com um caderno espiral de folha branca, uma caneta Stabilo preta, já que na época era a mais famosinha, um lápis e uma borracha. Ah, também tinha um pouquinho de papel pardo, mais precisamente envelopes e pedaços de saco de pão.

Hoje em dia, todo o material para deixar seu bujo mais fofinho e bem cara de Pinterest, é bem mais acessível e com preços bem bacanas. Lembro da época em que eu encontrei uma washitape para comprar pela primeira vez. Foi o único dinheiro que eu tinha, mas eu queria tanto que comprei.

Atualmente, estou usando um caderno pontilhado, algumas várias canetas e um mundo sem fim de washitape. "Usando", assim mesmo entre aspas, já que comigo pelo menos é assim, eu acho lindo, compro e acabo usando bem pouco, mas é mesmo para economizar.

caderno pontilhado
Meu caderno é um da Leitura que eu comprei no início desse ano. Ele custou R$25 e confesso que me arrependo um pouco de ter comprado nessa cor. Meu primeiro caderno pontilhado, eu comprei no Mercado Livre e escolhi um branco. Foi horrível e jurei nunca mais comprar um nessa cor.

Até hoje não entendo como achei que mesmo não sendo branco, mas ainda assim é uma cor muito clara, não iria sujar e eu não iria me arrepender. É isso, não comprem cadernos com capa branca/clara, é horrível, já que suja muito.

O meu maior sonho era comprar canetas Tombow. Encontrei uma vez em um shopping aqui de Brasília e faz muito tempo. Ainda bem que não comprei mais da marca, já que a ponta espatifou toda com pouco tempo de uso. 

Hoje, depois de testar várias canetas brush, digo sem medo que as minhas preferidas são as da Cis. São incrivelmente duradouras, macias e muito mais baratas. Tenho algumas outras aqui, inclusive duas que comprei na Daiso e que são igualmente boas.
Canetas bullet journal
Eu não quis colocar aqui a foto de todas as canetas que eu tenho. Preferi colocar as que mais uso no geral. Na ordem da foto:

-Caneta Compactor Microline 0.4: No começo eu usava as canetas da Stabilo, mas depois que elas chegaram a nove dinheiros nas lojas por aqui, eu mudei para as da Compactor ou qualquer uma outra parecida, que escreve do mesmo jeito e são mais baratas.

-Dual Brush Cis: Depois de usar a brush Tombow, eu passei a procurar opções mais acessíveis que não precisasse vir dos Estados Unidos. Se é possível simplificar, então vamos. Ostentação é coisa do passado.

-Mildliner Zebra: Tá, confesso que eu achei muito caro o kit com 5 marcadores. Mas vou explicar o motivo de eu ter comprado dessa marca. Eu queria MUITO um marcador cinza. Sempre achei muito lindo e procurei várias vezes em muitos lugares, porém não encontrei. Até encontrei, mas não eram do jeito que eu queria/esperava. Aproveitei que estava sobrando uma graninha e comprei no Mercado livre. Eu amo esse marcador cinza e sim, a qualidade é muito boa, mas ainda tenho esperança de que as marcas acessíveis façam um marcador cinza, já que um dia esse vai acabar.

-Uni pin fine line 0.05: Eu amo essa caneta. Ela tem valor sentimental. Foi cara e tal, mas já tenho faz uns dois anos e até que uso bastante. 

-Nanquim Pigma Micron Sakura: Tenho duas canetas dessa marca, porém não sei bem as informações sobre elas, já que tudo que tinha escrito sumiu, como vocês podem ver na foto. Pra vocês terem uma ideia de quanto tempo faz que eu as tenho. Sei que uma é 0.05, igual a Uni e a outra eu acho que é 03. Uso muito a 03, ela é maravilhosa.

Além das canetas eu tenho alguns vários washitapes, mas eu realmente não quero colocar foto deles aqui. Até fotografei, mas não curti muito. Talvez eu mostre no Instagram um dia desses.

Para ter um bullet journal, você não precisa de forma alguma gastar todo seu dinheiro ou dar um rim para ter materiais caros. Hoje em dia você encontra todas as opções caras em versão mais baratinha.

Faz dois anos que mantenho meu bujo e já virou hábito. Não passo mais do que um dia sem mexer nele e sinceramente, me ajuda muito. Eu gostaria de aproveitá-lo ainda mais, mas ainda não sei como.

E vocês, costumam se organizar? De que forma? 

Ah, olha como minha capa de Agosto ficou fofa, eu adorei!!

Abraços!!

segunda-feira, julho 20, 2020

Coisas que eliminei para diminuir minha ansiedade

Que a pandemia  e o isolamento social estão me causando várias crises de ansiedade vocês já sabem. Agora, que estou a cada dia tentando controlar essa coisa horrível que me acompanha, não sei. Acontece que a recomendação dos médicos e terapeutas é que você rastreie seus hábitos e descubra o que pode dar um gatilho para um ataque de ansiedade/pânico.


Confesso que não sou muito boa em fazer esse tipo de rastreio, porém estou me policiando para fazer isso sempre que possível. Além do mais quando você decide que quer uma vida diferente, você precisa fazer alguma coisa em prol disso.

Fiz uma lista pessoal com várias coisas que estavam me deixando cada vez mais ansiosa e que durante a quarentena vinha piorando tudo.Algumas delas são bem pessoais, então deixo só para mim. Outras, posso compartilhar e torço para que ajude alguém de alguma forma a ver que é melhor se livrar de algumas a viver sofrendo com uma crise que pode surgir a qualquer momento.

1 - Grupos de Whatsapp

Assim que surgiu essa ideia de grupos no Whatsapp, eu achei o máximo e vivia em vários, interagia e tudo mais. Nos últimos anos, tudo o que eles faziam era consumir a minha energia, mesmo que eu os silenciasse ou deixasse de entrar  o tempo todo.

Só o fato de ter aquele tanto de notificação e não conseguir acompanhar o que era discutido nesses grupos, me causava um mal estar imenso. Por qual motivo eu vou me torturar se eu posso me livrar deles?

Saí dos grupos de delivery, de família, de condomínio, de amigos com quem eu não tenho tanta proximidade. Eu também fazia parte de muito grupos literários, sobre marketing digital, sobre engajamento. Era tanto grupo que eu não sei como meu celular não explodiu.

Pois bem, saí sem dó e no mesmo momento me senti mais leve. Permaneço em alguns que são realmente importantes, como o do trabalho, por exemplo, mas ainda estou avaliando os que mais pode sair do celular.

2 - Várias contas do Instagram

Quem trabalha com internet sabe o quanto é importante manter as redes sociais em dia. No entanto, eu, no calor das minha emoções, criei um monte de conta uma para cada assunto da vida que me interessava. Tinha o instagram do blog, um de fotografia, um sobre ideias de decoração´eu ainda gerenciava algumas contas de  bandas do meu marido e tenho a minha conta pessoal.

Eu não sou um robô e preciso dizer isso todos os dias em frente ao espelho. Não tenho mais paciência para lutar contra o algorítimo do Instagram e por isso, hoje, tenho apenas uma conta em que sou livre para postar o que eu quiser sem me preocupar se o feed tá bonitinho, harmonioso e com um monte de seguidor fantasma.

3 - Séries com 97 temporadas

Olha como a gente muda com tempo, né? Eu passava horas maratonando séries com oito temporadas e 23 episódios por temporada. Além de achar uma total perda de tempo, com o tempo percebi que séries longas enchem muita linguiça e no final, uns dez ou doze episódios resumiriam tudo.

Além de me causar uma ansiedade louca para colocar tudo em dia, me deixava muito mal perceber que passei uma hora na frente da TV para não ter nada que acrescentasse na minha vida.

Séries e filmes têm o objetivo de entreter,lógico, mas a vida é muito curta para perder tempo com coisas ruins ou inúteis mesmo. Se o primeiro episódio me agrada, eu sigo em frente. Se a série já está com cinco temporadas, sinto muito, mas passo.

4 - Algumas coisas do dia a dia

Tenho para mim que se custa a minha paz é caro demais. Essa pandemia vem me mostrando que certas coisas a gente acaba fazendo por imposições dos outros ou por achar que sem determinada coisa ficaremos "menos bonitas".

Depois que entrei de "recesso" e passei a ficar mais tempo em casa,deixei de fazer as unhas toda semana, deixei de fazer chapinha toda semana e deixei de me sentir na obrigação de estar sempre arrumada. Sempre foi assim nos meus períodos de férias.

Agora, eu pinto as unhas quando quero pintar e porque eu quero pintar. O cabelo está muito bem ficando com alguns cachos irregulares e eu estou muito bem obrigada.

Passei a maior parte do tempo me dedicando a bons livros, a cuidar das plantas e a olhar mais para mim. Ainda estou em processo e é um tanto trabalhoso, mas se tem uma coisa que tem aliviado bastante é a ansiedade diária.

Não estou livre dela e acho que dificilmente estarei, além de contar com várias ondas de estresse e depressão. Mas sei que estou caminhando bem, ou pelo menos tentando.

Agora mesmo, enquanto escrevo esse post, estou tão estressada e não são nem 10 horas da manhã. Mas ainda tem muita coisa para acontecer durante o dia e sei que faz parte da TPM.

E é isso, não dá para perder tempo com certas coisas, ainda mais quando elas não te trazem sossego.

quarta-feira, junho 17, 2020

Castle Rock - 1ª temporada


Faz três meses que estou em casa devido a quarentena. A vida dos professores não tem sido fácil nos últimos dias e como eu disse antes, estou exausta. Mas quero tentar prosseguir com o blog e quero fazer algumas poucas indicações de coisas que assisti enquanto a cabeça estava mais ou menos despreocupada.

Como vocês sabem, eu amo o senhor Stephen King e já li vários livros dele, bem como já vi vários filmes baseados em suas obras. Agora estou na onda "série Stephen King". Esse homem é sensacional, viu?

Há algumas semanas eu assisti Castle Rock que é baseada em todo o universo King, ou seja, você encontra várias referências dos livros dele. Mas calma: além de não conter spoiler você não precisa conhecer todas as histórias dele para entender o que acontece.

São algumas referências e que sinceramente, como fã dele, eu acho sensacional conseguir identificar essas referências. 

Se liga na sinopse:

Castle Rock é uma cidade fictícia localizada em Maine, nos Estados Unidos. Lá, passado e presente se cruzam através das histórias de terror que não só se ouvem falar, como são vividas e sentidas por seus moradores. Nesta estranha cidade, todo o universo de Stephen King se encontra.

A história aqui é em ampla e se você assistiu O Iluminado, o sobrenome Torrance não vai ser estranho. Você vai se lembrar de Cemitério Maldito, com toda certeza vai perceber que o ator Bill Skarsgård é o mesmo que interpreta o Pennywise

Falando em Pennywise, a cidade de Castle Rock fica bem próxima a Derry, cidade onde se passa a história de It - A Coisa. Basta ficar de olho no mapa que aparece na introdução da série.


Citei apenas essas referências, pois são filmes recentes e bem conhecidos, mas são várias outras. Várias vezes eu pausei a vinheta de introdução para ver o que tinha ali que eu reconheceria.

Castle Rock não foi uma surpresa para mim, pois eu já esperava que ela seria incrível. Sou suspeita para falar isso, vocês sabem.


A série está na segunda temporada e é uma antologia, significa que cada temporada você vai ter histórias diferentes e independentes. Já finalizei também a segunda temporada e em breve eu volto aqui para contar o que achei, mas já adianto: maravilhosa!!

A série é da Hulu e você encontra para assistir na StarzPlay.
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