quarta-feira, maio 01, 2019

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Até antes de assistir Doenças do Século 21, eu nunca nem tinha ouvido falar na maioria das doenças que a série apresenta. Impressiona o fato de que existam tantas doenças até então desconhecidas e que literalmente acabam com a vida de tanta gente.

Uma das doenças mostradas é causada pela radiação e pelas ondas elétricas que não vemos. Toda essa tecnologia, redes elétricas, fios de alta tensão causam muito desconforto e se você já assistiu Better Caul to Saul vai lembrar do personagem Charles "Chuck" McGill, que tem hipersensibilidade eletromagnética.

Já imaginou o que viver sabendo que o mínimo contato com o celular pode causar tantas dores e incômodos? E ainda ter que conviver com pessoas falando que é frescura. Não podemos duvidar do que a outra pessoa está sentindo, só nos resta respeitar.

Acredito que de tudo mostrado na série, a doença mais "aceitável" pela maioria das pessoas é uma doença adquirida por causa do mofo. Um dos especialistas complementa dizendo que a maioria dessas pessoas teve LYME - doença do carrapato - o que enfraquece o sistema nervoso e as deixa mais propensas a outras doenças.

Até hoje muitas pessoas duvidam que existam doenças como depressão, ansiedade, ataque de pânico. E olha que essas doenças são muito mais comuns hoje em dia, infelizmente. Agora você imagina tantas outras recém descobertas e que um número minúsculo de pessoas que as têm.

É só mais um grupo que será marginalizado durante muito tempo até conseguir voz. São as novas "frescuras".

É bem triste, mas essas doenças existem e a tendência é aumentar a quantidade de pessoas que as tem.

A série é bastante interessante e nos faz refletir acerca de como as coisas mudam de geração para geração. Ela é bem curta e está com uma temporada e aos fãs de documentários, coloquem na lista, depois contem o que acharam.

Até a próxima.

segunda-feira, abril 29, 2019

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Sinopse: Não faz tanto tempo as mulheres eram classificadas em categorias como a “boa esposa”, a “moça de família”, a “leviana”, a “outra”, a “jovem rebelde”, a “rainha do lar”. Isso foi nos chamados Anos Dourados, apelido nostálgico do período que vai de 1945 a 1964 no Brasil. Neste livro fascinante a historiadora Carla Bassanezi Pinsky revela figuras de um tempo em que casar era indispensável, traições masculinas eram perdoadas em nome da harmonia conjugal e bons eletrodomésticos deveriam compensar a monotonia da existência das mulheres. Será que a sociedade mudou tanto de lá pra cá?
Estamos em uma época em que muito se fala em feminismo e luta de minorias, mas a maioria de nós mal sabe onde e por que tudo começou ou mesmo pelo quê estamos lutando.

Quero aqui deixar uma coisa clara que ninguém perguntou, mas eu sigo achando importante falar: eu não costumo levantar bandeira, nem ir para as ruas. Você vai me ver sim falando com frequência em assuntos como "leia mulheres", "mulheres, unam-se", "poder feminino", mas eu sou uma mulher que adora ser mulher e que ainda assim vive inúmeros problemas femininos, tais como ter 30 anos e não ser totalmente independente do meu marido (ele dirige, eu não).

Mesmo não gritando aos quatro ventos, eu defendo o movimento e luto pelo meu espaço nesse mundão.

Além do mais, sou uma mulher que cresceu em um lar cristão, branco, hétero e conservador, ou seja, tudo o que é o "certo", portanto preciso me desconstruir a cada dia. Não desistam de mim e é por isso agarro cada oportunidade de aprender como foi/é nosso papel na sociedade.

Em Mulheres nos Anos Dourados podemos dizer que temos uma compilação de absurdos que deveriam ter ficado em uma época, mas que se perpetua até hoje, talvez em menos intensidade, mas com grande impacto.

O famoso "Jornal das Moças" ditava como deveria ser o comportamento das meninas da época, o que não é tão diferente das revistinhas teen que existiam até alguns anos atrás.

Enquanto fazia a leitura, eu lembrava de quando eu era criança e ia para a igreja evangélica. Não quero falar mal, mas passei por péssimas situações dentro da igreja, principalmente quando o assunto era ser "mulher" (entre aspas, visto o fato que eu era uma crianças, mas era tratada como uma adulta). 

Muita coisa descrita ao longo de todo o livro, inclusive as piadas, que acontecia lá em 1950, acontecia ainda em 2002 no ambiente cristão. Era tudo tão parado no tempo. Uma roupa ditava quem você era.

Isso sem mencionar o papel das esposas. Impressionante o número de mulheres que me recordo hoje em dia que naquela época passavam por situações humilhantes apenas pelo fato de que deviam submissão ao marido. Os anos dourados devem ter sido duros e ainda bem que os tempos mudam.

Mulheres nos Anos Dourados é uma leitura incrível para que possamos aprender com o passado. É importante saber como foi antes para não cometermos os mesmos erros hoje em dia e também para notarmos o quanto a sociedade muda e evolui. Legal seria se todos lesse essa obra maravilhosa.

Claro que o livro trata de muitos outros assuntos, como namoro, infidelidade, métodos anticoncepcionais, sexualidade, etc. Apesar de muita opressão, também  tivemos muitas conquistas nessa época, no Brasil em 1960 chega a pílula anticoncepcional e muitos casais já fazem o uso para evitar gravidez indesejada, mesmo que isso fosse um ato condenado pela igreja católica. 

Estou recomendando a leitura para todo mundo, não importa de é mulher ou homem. Precisamos acabar de vez com a objetificação da mulher. Nós só queremos respeito e espaço.

Até a próxima.

Título original: Mulheres dos Anos Dourados
Páginas: 400
ISBN: 9788572448635
Selo: Editora Contexto

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sexta-feira, abril 26, 2019

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Vocês acreditam que eu quase esqueci desse post escondido aqui nos rascunhos? Já é quase dezembro de novo, a viagem está fazendo aniversário e eu nada de postar a parte dois. Você pode saber como foi a minha primeira Comic Con e pode ver também a primeira parte desse post já adianto que amei passear, mesmo que rápido por SP.

No segundo dia, mesmo já estando exausta, eu precisava conhecer o Mercado Municipal e comer aquele sanduíche imenso de mortadela. Não consegui comer um todo, lógico, e dividi com o boy. Antes de passar por lá, fomos na 25 de Março, mas como estava cedo, tudo estava fechado ainda, então aproveitamos para ver o Mercadão.

Finalmente tive a oportunidade de provar aqueles refrigerantes diferentões, comer aquele monte de frutas deferentonas e carérrimas, comprar um monte de biju baratinha, maquiagem quase de graça e andar no metrô lotado.

Voltando para casa, amo viajar de avião
Sei que esses três dias foram muito legais. Fiquei impressionada com muitas coisas, dentre elas a quantidade de esculturas que a cidade abriga. É um museu a céu aberto. Eu achava que Brasília era, mas me enganei. Estou verdadeiramente encantada com o valor cultural que São Paulo tem.

Estou planejando uma viagem de férias no meio do ano e quero voltar com mais calma para conhecer mais lugares com muito mais calma. Acredito que vale  muito a pena. Fiquei com a sensação de "tanta coisa no Brasil e eu querendo ir pra fora". 

Nosso país é lindo e confesso que depois de conhecer SP eu fiquei com muita vontade de viajar pelo Brasil e conhecer nossa cultura, sabe? Conhecer cada cantinho literário ou não. Enfim, esse post foi bem saudadinha.

Espero que tenham curtido.

Até a próxima.

quinta-feira, abril 25, 2019

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Pensamento do dia: a vida é muito curta para perder tempo assistindo série com vinte temporadas, mas se quiser pode. Com base nisso, corri para ver a série sueca Areia Movediça da Netflix. Ela tem uma temporada e seis sucintos episódios. A série é "baseada no best seller sueco de mesmo nome. A trama segue uma investigação de um massacre que ocorreu em uma escola particular em um luxuoso bairro de Estocolmo. Após a tragédia que devastou o país, uma jovem é acusada pelo crime."

Sem dúvida o assunto abordado é bastante pesado ainda mais depois de vermos acontecer tão próximo de nós. Até pouco tempo só acontecia fora do Brasil. Eu fico bem emocionada e comovida com histórias do tipo ainda mais que sou professora e tia de adolescentes nessa idade. É bem complicado pensar que ao mesmo tempo em que podemos ajudar não podemos fazer nada por eles.

Quanto aos personagens da série, confesso que fiquei esperando algo mais "grave", digamos assim, acontecer com o Sebastian. Tudo bem que ele ra um jovem problemático, mas a meu ver não ao ponto de fazer um massacre em sua escola. Ele tinha tudo para se recuperar. Se tivesse o apoio certo do pai ele tomaria um rumo.

O problema que eu normalmente vejo é que os adolescentes são impulsivos e romantizam o lado errado das coisas. Sebastian tinha um pai abusivo e que deixa claro que é um homem violento. Em dado momento a conversa se volta para a mãe do Sebastian e, não quero acusar, mas eu diria que ela foi assassinada pelo marido.

Geralmente quando ocorre um cado de tiroteio em escolas, é algum problema pessoal do atirador que já vem acontecendo há tempos. No caso de Areia Movediça foi tudo bem rápido. 

Apesar de todas as acusações, não acredito que Maja e Sebastian fossem tão prejudiciais um ao outro. No final eram só dois adolescentes sem limites impostos. O final é surpreendente. Eu não esperava e confesso que fiquei feliz com o desfecho. Não acho que  há margem para segunda temporada, e cada minuto da primeira já vale super a pena.

Espero que curtam a dica. Até a próxima!

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