terça-feira, fevereiro 19, 2019

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Sinopse: "Barcelona não é Espanha" é fruto de oito anos de exílio voluntário do escritor na capital catalã. O romance narra a aventura de um ex-estudante de teatro que chega, com a namorada, em Barcelona na primavera de 2002. A partir de subempregos (desde iluminador de espetáculos pornô a ator de filmes universitários, entre outros), para garantir a cidadania espanhola, o imigrante ilegal é envolvido em incidentes em toda a capital catalã. À medida que vai entendendo a cidade, contudo, ele percebe que o desafio da moderna Barcelona é acolher todos os imigrantes, visto que, em geral, seu povo desaprova o salto à modernidade.
Barcelona não é Espanha é um livro que me despertou a curiosidade desde a indicação feita pela a Oasys Cultural. É o segundo livro do escritor e jornalista Márcio Menezes e se passa em Barcelona. Márcio Menezes viveu por lá durante oito anos e grande parte da história foi baseada em suas vivências.

Trata-se de uma leitura despretensiosa, já que não apresenta momentos de tensão, e também é bastante divertida. Achei incrível conhecer Barcelona através desse livro.

Engraçado que, quando recebi a indicação, eu estava com uma ideia fixa de conhecer a Espanha. Passou algum tempo e quando finalmente comecei a ler, rapidamente voltei às minhas pesquisas sobre a cultura e sobre os custos. Certamente vou conhecer a Espanha mais uma vez, só que com meus próprios olhos.

A história é narrada em primeira pessoa e flui bem naturalmente. É como se fosse um diário, onde lemos sobre a difícil missão desse imigrante ilegal e, depois de um tempo, procurado por um cara bem perigoso. Imagine a situação.

Barcelona não é Espanha, me lembrou bastante do filme Albergue Espanhol - em partes - uma vez que em ambos são retratadas vidas de estudantes boêmios e que precisam lidar com situações fora de suas "zonas de conforto".

Além disso, me fez pensar, ainda, na questão das várias crises humanitárias que vivemos atualmente e a tristeza que é para o imigrante conseguir ficar bem em lugares que não são bem recebidos. Quando vejo personagens do livro negarem-se a falar a língua comum a todos e se apegando ao catalão, língua que como Márcio Menezes disse em algum momento é útil para cerca de oito milhões de pessoas, chega a entristecer. Infelizmente é uma realidade bastante atual.

O escritor faz questão, ainda, de mencionar o momento político do período em que esteve em Barcelona. Acredito que é algo bastante importante de ser citado, mesmo para situar-nos do que acontecia naquela época (2002 para frente).

Sempre digo aqui a importância de lermos escritores nacionais. Estou me apegando muito a isso e se eu pudesse reunir em uma sala todos os escritores que li no último ano daria os parabéns e agradeceria por me oferecerem obras tão incríveis capazes de me teletransportar para os mais variados ambientes e épocas.

É um livro que eu estou indicando para todo mundo e quando chegar o dia em que eu mesma for a Barcelona, certamente esse livro me acompanhará.

O site do Senado publicou uma entrevista com o escritor Márcio Menezes e eu recomendo também que vocês escutem, já que ele fala em poucos minutos várias coisas bem interessantes a respeito de sua obra.

Espero que tenham curtido e até a próxima.

Título original: Barcelona não é Espanha
Páginas: 226
ISBN: 9788567107110
Selo: Editora Rubra

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

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Final de semana chegou - praticamente - e se você for igual a mim, certamente já está planejando as atividades para fazer em casa. Sair e socializar não estão nos planos. Por isso, separei uma listinha com oito filmes muito legais que se passam em ambientes de guerra.

Particularmente gosto muito desse tipo de filme, pois nos mostra o quanto as guerras são uma droga e mexem com o psicológico de quem esteve lá. Além disso, nos faz refletir que, mesmo em histórias fictícias, sempre existe alguém que tem um bom coração.

Muitas dessas histórias são baseadas em algo que aconteceu de verdade, o que torna ainda mais tocante e emocionante.

Caso esteja procurando filmes para assistir no final de semana aqui estão minhas sugestões.

1 - Primeiro, Mataram o Meu Pai (2017) - Adaptação do livro "First They Killed My Father", conta a história de sobrevivência de Loung Ung durante regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Um período que durou quatro anos e culminou na morte de dois milhões de pessoas. Ainda criança, sua família foi separada acabou sendo treinada como soldada mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.

2 - Até o Último Homem (2016) - Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor  Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

3 - Dunkirk (2017) -  Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço.

4 - Bastardos Inglórios (2009) - Durante a Segunda Guerra, na França ocupada pelo exército alemão, a jovem Shosanna Dreyfus (Mélaine Laurent) testemunha a execução da família pelo coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Porém, ela consegue escapar e passa a viver sob a identidade de uma proprietária de cinema em Paris, enquanto aguarda o momento certo para se vingar. Ainda na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para lutar contra os nazistas. Conhecido pelo inimigo como Os Bastardos, o grupo de Aldo recebe uma nova integrante, a atriz alemã e espiã disfarçada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger), que tem a perigosa missão de chegar até os líderes do Terceiro Reich.

5 - Nascido Para Matar (1987) - Um sargento (R. Lee Ermey) treina de forma fanática e sádica os recrutas em uma base de treinamentos, na intenção de transformá-los em máquinas de guerra para combater na Guerra do Vietnã. Após serem transformados em fuzileiros navais, eles são enviados para a guerra, e quando lá chegam, se deparam com seus horrores.

6 - Amor e Revolução (2015) - Chile, 1973. Em meio ao golpe de estado que derrubou o presidente eleito Salvador Allende e possibilitou a ascensão do ditador Augusto Pinochet, as massas estão nas ruas protestando, entre eles um casal alemão, Lena (Emma Watson) e Daniel (Daniel Brühl). Quando o rapaz é levado pela polícia secreta de Pinochet, Lena procura por ele e descobre que seu amado está em um lugar chamado Colonia Dignidad, uma suposta missão de caridade dirigida por um pregador (Michael Nyqvist), só que na verdade é uma prisão de onde ninguém nunca escapou. A fim de encontrar Daniel, a moça decide se juntar ao culto religioso da Colonia.

7 - A Última Jornada (2017) - A história de um grupo de oficiais britânicos na Primeira Guerra Mundial, liderados pelo jovem agente Stanhope mentalmente desintegrando-se, aguardando várias vezes o seu destino.

8 - Terra de Minas (2015) - Um grupo de jovens prisioneiros de guerra alemães são feitos os inimigos de uma nação, onde são agora obrigados a cavar 2 milhões de minas terrestres com as próprias mãos.



quinta-feira, fevereiro 14, 2019

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por Andrew Norriss
Sinopse: Francis não tem amigos. Ele sofre bullying porque é diferente. Em casa, vive trancado no sótão, onde tem uma fabulosa coleção de bonecas vestidas com roupas que ele mesmo cria. Adora moda e pediu de aniversário uma máquina de costura. Um certo dia na escola, na hora do intervalo, Francis vai se sentar num banco, no lado mais afastado do pátio, porque prefere a solidão a ser zoado. Mas nesse dia, sentindo-se triste, ele vê alguém atravessar o gramado na sua direção. É uma menina de mais ou menos a sua idade, embora não a reconheça como aluna da escola. Ela se senta na outra ponta do banco, em silêncio. Francis fica curioso. E então lhe estende a sua caneca de chá. A menina olha para ele, surpresa e chocada. Afinal, ela é um fantasma, chama-se Jessica, e Francis é a primeira pessoa que consegue vê-la desde que ela morreu. Entre os dois surgirá uma amizade extraordinária e transformadora.


Amigos Para a Vida é uma delicada história de amizade – e seu poder transformador – entre quatro adolescentes fora dos padrões dominantes, celebra o direito de ser diferente e é leitura obrigatória para todos que combatem o bullying. Um livro divertido, corajoso e genuinamente emocionante.
Recebi esse livro, no ano passado, da editora Valentina. Demorei para começar, pois o mês de dezembro foi bem agitado e acabou atrasando tudo. Aproveitei as férias para organizar um pouco as coisas e ler os livros mais atrasados.

Por vários segundos, Francis não se mexeu. Congelado, com a garrafa térmica numa das mãos e a mochila na outra, seu cérebro reproduziu, passo a passo, a ação que acabara de testemunhar. – Durante todo o tempo em que estou morta – disse a garota –, ninguém, e quero dizer ninguém mesmo, conseguiu me ver ou ouvir. Nunca.

O que tenho a dizer sobre Amigos para a Vida? Foram dois dias intensos na companhia dele. Posso dizer que apesar de ser um livro bem curto, a história me surpreendeu bastante. Eu realmente esperava outra coisa, tinha outra visão dele por causa da sinopse.

Amigos para a Vida me emocionou bastante por vários motivos. Nós sabemos como o bullying pode acabar com muitas vidas de várias formas. Sabemos também o quanto é difícil ser uma pessoa diferente da maioria. Além disso, quando se trata da dificuldade em se encaixar e fazer amizades, eu já fico de olho, porque sou bem assim ainda hoje.

Não quero dar spoiler algum, até porque eu odeio quando fazem isso, mas esse livro é cheio de gatilhos para depressivos. Achava de verdade que ele era daqueles livros levinhos que falam sobre como amizades mudam as pessoas. Mas não.

Várias vezes me senti incomodada com algumas descrições e confesso que quando o li, não era o melhor momento da minha vida. Em alguns momentos eu me senti com um peso por ler coisas que se pareciam muito comigo e fiquei bem para baixo. 

Ainda assim ele aborda temas importantíssimo que DEVEM ser falados. Talvez se nós, adultos responsáveis, déssemos mais atenção aos adolescentes, eles cometeriam bem menos erros e maldades com os demais.

O final do livro trás um quetinho no coração, alivia bastante o peso de muitas das outras páginas.



Título original: Friends for Life
Tradução: Jessica's Ghost
Páginas: 208
ISBN: 9788558890809
Selo: Editora Valentina

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segunda-feira, fevereiro 11, 2019

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Lembram que eu tinha dito que, apesar de morar a vida toda em Brasília, nunca tinha ido ao Jardim Botânico e que era um dos lugares que eu queria conhecer em 2018? Finalmente o dia chegou e conheci esse lugar tão lindo.

Já faz algum tempo desde minha passagem pelo Jardim Botânico, mas como foi no final do ano passado, vocês sabem como é final de ano. Tem muita postagem acumulada, mas pretendo colocar tudo em dia ainda em fevereiro. E aí que o lugar é realmente lindo.
Fiquei muito apaixonada pelo Jardim Botânico e desde então eu tento voltar lá. O local conta, ainda, com trilhas e tem um mirante (já falei que amo mirantes?). No dia em que fomos lá, eu não fui preparada para fazer trilha. Fui de sapatilha e calça jeans, arrependimento eterno.

Além disso, o dia estava bem nublado e caiu uma chuvinha de leve, ainda assim, o calor e o abafado estavam demais. Já combinei com o boy de irmos lá fazer trilha e ver como é o restante do parque.

Lá dentro tem restaurante, mas você também pode levar seu próprio lanche e fazer picnic, por exemplo. Tem ainda uma casa de chá, mas acabei não indo lá, já que pretendia ir em outros lugares no mesmo dia. A entrada custa R$5, achei justo.

Todas as informações estão no site.

Até a próxima!

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

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O que acontece quando você já começa um projeto atrasado? Espero que nada, porque olha! Bom, já fazia um tempo que eu queria fazer algum tipo de projeto fotográfico, mas sinceramente não consegui pensar em nada diferente. Daí que apareceu a oportunidade de me juntar com algumas meninas lindas e decidimos colocar esse projeto em prática.

Dessa vez nós não iremos parar. Como vocês sabem já comecei um 6 on 6, que quero esquecer para sempre, e quando não é para dar certo, não dá mesmo e acabei que não concluí. Mas dessa vez vai dar certo. E o tema que escolhemos para iniciar foi verão.
Particularmente eu não gosto do verão. Não curto sol, calor, piscina, mas fazer o quê né? (hahaha). Aproveitei que fui mais uma vez a Caldas Novas e fiz a fotos por lá. Talvez essa tenha sido minha última viagem para lá, já que não está mais valendo tanto a pena - pretendo contar o motivo em um outro post. 

Dessa vez foi bem difícil suportar o calor. Águas termais + calor de 35º graus, ainda não sei como sobrevivi. Mas vamos às fotos:
  1. Sorvete tem tudo a ver com verão e calor. Se eu contar para vocês que esse sorvete custou 32 reais, vocês acreditam? A sorveteria é maravilhosa e fica um pouco afastada do centro. Vou contar tudinho sobre ela em algum post do projeto 100 lugares em 1 ano. Aguardem.
  2. Eu não gosto muito de piscina, ainda mais quando é em parque aquático, mas acabo me jogando de vez em quando e confesso que AMO piscina de ondas. É a melhor invenção humana. Morro de rir das ondas, realmente adoro.
  3. Em Caldas Novas, fomos ao Náutico, e quem conhece sabe que é um parque lindo e que já apareceu aqui várias outras vezes. Dessa vez, como eu disse ali em cima estava muito quente, muito mesmo, então toda sombra que eu pudesse aproveitar era lá mesmo que eu estava. 
  4. Apenas uma foto aleatória dos coqueiros que salvaram minha pele várias vezes. Fiquei muito queimada do sol, mesmo usando muito protetor e pós sol. Hoje, três dias depois de chegar da viagem, ainda sofro para usar roupas que pegam no ombro. Mas vou sobreviver.
  5. E por último, uma coisa que amo: água saborizada. Quem me acompanha no insta pessoal vê que eu vivo postando fotos com garrafinhas de água. Ficamos de novo no Le Jardin, hotel maravilhoso e eles possuem um atendimento muito bom. Esses recipientes estavam na recepção hotel.
Espero que curtam o projeto e mandem energias positivas para que nada atrapalhe.  Acompanhe também o blog das outras meninas:

Karina do blog Quase aurora, da Lu no Lu Luas, da Camila no Camila Sousa Blog e da Nathalia no Florestalis.

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

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Faz tempo que eu simplesmente quero todas as plantas do mundo no meu apartamento, uma pena eu não conseguir manter todas. Mas já falei várias vezes aqui o quanto amo e até fiz um post falando sobre todos os meus cactos. Eu gosto de ter plantas que são bonitas e que sejam funcionais, digamos assim.

  • Elas ajudam a aliviar o estresse. Sim, Justin Hancock, especialista em fotografia da Costa Farms, disse ao  Journal of Environmental Psychology que plantas como o antúrio ajudam a diminuir os níveis de estresse. No trabalho ou em casa, sem dúvida é uma ótima ideia.
  • Estudos mostram que ter plantinhas no escritório, por exemplo, faz com que fiquemos mais focado e aumenta em até 15% a eficiência e produtividade dos empregados.
  • É de conhecimento da maioria que as plantinhas purificam o ar. O lírio-da-paz, por exemplo, ajuda a eliminar fungos e também diminui a poluição que já existe dentro de casa. A hera é comprovadamente a melhor purificadora de ar natural. São várias plantas que fazem esse trabalho de purificar o ar, vale a pena conhecer mais sobre elas.
  • A casa fica mais alegre e é impossível não se sentir feliz com tanta cor. Particularmente eu me acalmo bastante enquanto estou cuidando das minhas plantas. É uma terapia para mim.
  • Você pode montar uma mini-horta em casa e ter manjericão, hortelã, alecrim tudo natural sem nenhum agrotóxico. Qualidade de vida.

Claro que esses são apenas alguns motivos. Elas me fazem muito bem, mesmo que leve um tempo para acostumar a vivência entre plantas e gatos, ainda assim é muito bom e eu recomendo demais essas duas vidas.

Espero que tenham curtido a  ideia.

Até a próxima.

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