quarta-feira, março 03, 2021

Cidade Invisível (2021)

Cidade invisível

Cidade Invisível: Depois de encontrar um estranho animal morto em uma praia no Rio de Janeiro, o detetive Eric (Marco Pigossi) da Delegacia Ambiental se envolve em uma investigação de assassinato e descobre um mundo habitado por entidades míticas geralmente invisíveis aos seres humanos. • 7 episódios.


A Netflix é ótima em surpreender com séries nacionais. Não vi todas, não sei quais são a maioria, mas, até hoje, as que assisti foram muito boas. Hoje quero compartilhar com vocês o que achei da série Cidade Invisível, lançada em fevereiro de 2021.

Confesso que, normalmente, quando se fala muito em determinada série, eu acabo deixando para ver em algum outro momento ou acabo nem vendo. Besteira isso, mas é real. Ainda bem que com Cidade Invisível eu não tive isso. 


No início eu achei que seria algo meio sem sal, porém ainda no primeiro episódio você se vê diante de mistérios que provocam em você aquela vontade de seguir adiante e descobrir quem é cada personagem e do que eles são capazes.


Que a série é sucesso internacional, com certeza vocês sabem. E não é para menos. As atuações estão incríveis, inclusive da Manu Dieguez, que interpreta Luna, filha do Eric. 


Eu sou apaixonada pelo folclore brasileiro e, como uma boa professora que sou, sempre na época da comemoração eu faço festinhas com meus alunos, nós conversamos sobre os personagens e sempre é muito divertido. Ver nosso folclore por uma perspectiva que não seja infantil, como estamos acostumados com Sítio do Pica Pau Amarelo, é realmente muito incrível.


Cidade invisível


Preciso exaltar a beleza da Alessandra Negrini, mesmo fora do personagem. Que mulher!! e Como Cuca, simplesmente apaixonante. Assim como Jessica Córes, que interpreta Iara. Gente, que mulher linda! Ainda shippei horrores com Eric, mas estava emocionada demais.


Cidade invisível


Preciso contar que senhor Curupira me deu medo. Sim, meus amigos. Eu, apaixonada por histórias de terror, passei a noite sonhando com aquele cabeça de fogo. Que personagem maravilhoso. Eu poderia passar horas falando deles por aqui.


Cidade Invisível tem sua história se passando no Rio de Janeiro, algo que gerou muitas dúvidas. Particularmente eu gostei da ideia. Ainda mais que estivo no Rio ano passado bem ali onde a história se passa e me senti em casa. 


Cidade invisível


Estou buscando entender mais sobre o motivo de terem criticado tanto o fato de ser no Rio de Janeiro. Acredito que o Folclore pertence ao Brasil, mas posso estar com um pensamento equivocado. Até porque, durante todos esses anos, eu nunca pensei nos personagens em algum lugar que não fosse no Amazonas, mas achei legal o ambiente.


Sempre fico com a ideia de que as pessoas ao nosso redor possuem muitas histórias e que nós não conhecemos ninguém tão profundamente. Depois que terminei Cidade Invisível isso só aumentou e cada pessoa que conheço eu penso "que segredos essa pessoa carrega?".


Espero que vocês tenham curtido a dica de série e minha opinião SEM SPOILERS por aqui. É uma série maravilhosa e já estou amando que foi renovada para uma segunda temporada.


Até a próxima.

terça-feira, janeiro 12, 2021

Rio de Janeiro: 4 dias na Cidade Maravilhosa


Não sei se posso dizer quatro dias ou doze dias. Estive no Rio de Janeiro, em 2020, duas vezes. Em uma delas, apesar de ter ficado por mais tempo, não aproveitei tanto quanto imaginei que aproveitaria e ainda sofri um assalto. Na segunda vez, sim, aproveitei cada minuto e passei a gostar de lá. Fiquei quatro dias. 


Vou contar para vocês a experiência dos quatro dias, pois foi uma viagem em que eu mesma paguei pela passagem, hospedagem e fiz mais passeios.



Assim como na viagem a Ouro Preto, o Rodrigo foi de moto e eu de avião; nos encontramos lá no Rio. Viajamos durante a pandemia e depois quero fazer um post contando sobre como foi. Antes que me julguem, eu viajei não por quê "a quarentena estava me deprimindo". Foi porque nós havíamos comprado tudo e não tinha como agendar para outra data. Além disso, as empresas seguem os protocolos de segurança. Menos a companhia aérea, já que o voo estava lotado. Depois conto mais.


Em outubro, não imaginávamos que as coisas ainda estariam tensas. Agora, eu não imagino mais o Brasil sem pandemia, já que vivemos um desgoverno. Mas ainda assim fomos lá.


O Rio de Janeiro é um estado caro, afinal, é a porta de entrada de grande parte dos gringos. Eu realmente acho que as coisas por lá são caras, mas ainda assim, andando mais um pouquinho você encontra algumas coisas mais baratas. 



Quando estive por lá em janeiro de 2020, antes da pandemia no Brasil, eu fui com uma amiga, ficamos por sete dias e eu basicamente paguei pela alimentação, já que ela tinha algumas milhas e diárias que precisavam ser utilizadas, senão seria perdido. Eu nunca quis conhecer o Rio de Janeiro. Sempre tive uma visão preconceituosa até, de que o lugar era perigoso e se eu fosse não voltaria mais.


Sim, sofri um assalto e também pretendo contar depois como foi isso. Foi algo que me fez nunca mais querer voltar lá. Mas sabe que eu não me conformei em ter essa visão? Resolvi que iria dar uma segunda chance e sem dúvida foi a melhor decisão. Tanto que não vejo a hora de voltar uma terceira vez. 


Conheci lugares lindos, como o Real Gabinete Português de Leitura, que, como vocês sabem, é um paraíso para quem ama livros e leitura. Além disso, o Rio tem toda uma história, é um lugar com uma arquitetura incrível e eu me senti muito dentro dos livros de Machado de Assis, dentro de algumas novelas que já vi há muito tempo. Foram duas experiências, sem dúvida, marcantes na minha vida.



Eu comecei a viajar muito recentemente, então, para mim, tudo é novidade. E, olha, uma novidade sem tamanho. Apesar de ainda ter sentido algum medo dentro de mim, eu amei todos os dias em que estive no "errejota". Sem contar que ainda demos um pulo em Arraial do Cabo. De moto. Foi uma super aventura para mim, já que foi a maior distância que já andei de moto. 


Fique de olho na tag Viagem aqui do blog, pois vou contar para vocês como é o passeio no Cristo Redentor, no Pão de Açúcar, museus que visitei, como foi a viagem até Arraial e mais outras coisas legais das duas viagens. 


Gostaram das fotos? Eu fico revendo todas para não esquecer. Espero que tenham curtido a postagem


Até mais.

terça-feira, janeiro 05, 2021

O Estripador (2020)


A Netflix lançou, mês passado, a série O Estripador (The Ripper) sobre o Estripador de Yorkshire e nós, como bons amantes de crimes reais, corremos para conferir o lançamento.


Por cinco anos, entre 1975 e 1980, os assassinatos do Estripador de Yorkshire lançaram uma sombra negra sobre a vida das mulheres no norte da Inglaterra. 13 mulheres morreram e a polícia parecia incapaz de prender o assassino. Ninguém se sentia seguro - e todo homem era suspeito.


A série é curtinha, tem 4 episódios. Assim que é bom, concordam? Já não consigo mais acompanhar séries com noventa temporadas e vinte e sete episódios. Mas voltando ao assunto, como são apenas quatro episódios, você consegue terminar em um dia, uma manhã.


Quero deixar algo bem claro: aqui não romantizamos assassinatos em série, mas gostamos de entender o que se passa na cabeça de pessoas que cometem crimes tão assustadores. Algo que sempre pensei sobre isso é: nos anos 70/80 haviam tantos casos, mas hoje quase não vemos (graças a Odin). Por quê?



Uma resposta que eu mesma criei é que a medicina evoluiu muito. Penso que hoje é mais fácil perceber e tratar doenças como esquizofrenia, por exemplo. Porém existem vários motivos que levam uma pessoa a cometer assassinatos em série. 


No caso do Peter Sutcliffe, conhecido como Estripador de Yorkshire, um dos motivos foi justamente o fato de ele ouvir vozes que diziam para ele "sacrificar" aquelas pessoas. É absurdo que o cara tenha conseguido matar por tantos anos, mas sabemos que é altamente possível. E com a tecnologia que existia até os anos 80, era mais fácil ainda.


Na série, temos a chance de conhecer a infância e adolescência de Peter Sutcliffe e entender o caminho que o levou a matar 13 mulheres. Algo que eu penso, também, é que, apesar de termos mais acesso a informação, casos de serial killers não são tão divulgados como já foi. Sabemos que existem várias pessoas que romantizam fácil, fácil alguns criminosos.


É muito triste qualquer caso de assassinato em série, já que as vítimas quase nunca são mostradas por uma perspectiva pessoal. Apenas como vítimas. Não sabemos como era a vida daquela pessoa, como foi sua infância e, com um pouco de pesquisa, conseguimos saber como a família lida com o caso.


Eu, particularmente, gostei muito da série e acho que vale muito a pena assistir. Fica aquela dica: se você for sensível a assuntos como assassinato, estupro e violência em geral, passe longe. 


Achei que foi super completa em seus quatro episódios. Eu já tinha lido e visto alguns vídeos sobre ele. Mas a série trouxe várias coisas que, geralmente, não vemos em vídeos do Youtube.


Um artigo da BBC, muito interessante, fala sobre por que os anos 1980 ficaram marcados como a década dos serial killers nos EUA. E outro artigo que é válida a leitura é "Por que histórias sobre crimes nos atraem tanto?" do Correio 24 horas.


Em novembro de 2020 a Covid levou esse maldito. No finalzinho do último episódio é falado isso.


Espero que gostem da dica. Caso assistam, me contem aqui nos comentários.


quinta-feira, dezembro 17, 2020

Fastio

Estou cansada. Já faz vários dias que tudo o que eu consigo pensar é no quanto estou cansada. Cansada de monotonia, da falta de vida em mim, da falta de vontade.


Eu sempre achei que chegar aos 30 anos seria tipo "a idade do sucesso". Só quem conhece Jenna Rink vai entender a referência. Mas basicamente eu imaginei que estaria na minha melhor fase, curtindo meus sobrinhos, meus animais.


Jamais passou pela minha cabeça que, a essa altura, eu estaria entediada, chateada e sem ânimo algum. Está tudo na mesma. Minha vida parou no tempo e não digo isso por causa da pandemia. Ela, a maldita pandemia, só veio para mostrar que eu realmente tenho uma vida que eu não queria ter.


Estamos tão acostumados a ler textos em que a pessoa que escreve conta que vê o lado bom das coisas, que precisamos viver cada minuto, já que a vida é curta. Tenho certeza de que você deve estar pensando "caramba, ela está mesmo escrevendo tudo isso em um blog público?".


Sim, estou. O ano está acabando e não vejo isso como o fim de um ciclo e novo recomeço. Vejo só mais dias passando, mais um ano passando. Estou inerte. Já tentei escrever minhas metas para 2021, coisas para fazer no próximo ano e tudo aquilo que você, leitor antigo do Sabe o inverno? está acostumado a ler nesse período do ano.


Eu queria. Eu queria mesmo fazer diferente. Eu queria ser independente ao ponto de não deixar fatores externos me afetarem. E quando digo isso me refiro a palavras e ações.


Queria estar em sintonia com o universo como eu estava, pelo menos, 7 anos atrás. A ideia surgia, não havia duas vezes para pensar. 


Agora eu só quero que o dia acabe a noite chegue para eu poder dormir. Estou fazendo terapia, caso você esteja se perguntando.


Milca Abreu - Blog Sabe o inverno. Design by Berenica Designs.