Daqueles livros que dão um quentinho no coração. E muito difícil eu ler algo assim, mas é muito legal quando acontece, porque eles normalmente vêm em momentos inesperados mas que acabam marcando sabe?

Nunca tinha ouvido falar do autor até que comecei um curso de formação de leitores e conheci um monte de professores incríveis. Cada aula é uma tonelada de informação, aprendizado, conhecimento. Quem dera todos pudessem participar.

Uma colega indicou e eu achei que seria uma leitura muito boa. Foi uma surpresa por saber que pouquíssimas páginas pudessem me fazer tão bem.

Sinopse: O medo do escuro talvez seja o primeiro grande desafio da infância. Alguns cientistas afirmam inclusive que esse medo está em nosso DNA desde o início dos tempos. Nós humanos, na ausência de luz, podemos imaginar as coisas mais terríveis quando enganados pelos outros sentidos: sombras que tomam formas de monstros e barulhos estranhos que não nos deixam dormir à noite. Mas basta crescermos um pouco para a imaginação colocar a escuridão do nosso lado. As sombras que antes assustavam se transformam em brincadeira na parede mais próxima – o que na juventude pode servir para alimentar boas conversas, inventar histórias e realizar encontros mágicos.
Uma escuridão bonita fala da beleza desses encontros. Um casal de jovens aproveita a falta de luz em sua cidade para trocar algumas palavras sobre suas vidas e, assim, se descobrem aos poucos. Uma história escrita pelo premiado escritor angolano Ondjaki sobre as coisas não ditas, mas que acabam por preencher os jovens corações sem medo da ausência de luz.
Avaliação: ★★★

Um livro com pouca palavras, poucas páginas, todo preto, incrivelmente lindo. Traz uma história de dois adolescentes prestes a darem um beijo. Sei que não é meu tipo de leitura preferido, talvez, passando na livraria, eu jamais o comprasse. Talvez nem uma folheada.

Está aqui o tipo de surpresa que eu amo: histórias que me tocam. Não tem aquela coisa melosa de romance adolescente. De forma alguma. Ele é cheio de frases marcantes, é muito tranquilo de ler e tem um jeito poético que certamente você vai gostar.

Vocês que estão acostumados às minhas indicações de romance policial, thriller psicológico, terror; podem ter certeza de que Uma Escuridão Bonita não tem absolutamente nada a ver com isso. Pode apostar que será um momento muito doce e que vai deixar o seu dia mais leve.
Gostaria de fazer um destaque especial à ilustração do livro. A mistura da ilustração com as palavras do Ondjaki tornou o livro melhor ainda. O ilustrador  António Jorge Gonçalves é Português, licenciado em Design de Comunicação, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, mestre em Cenografia de Teatro na Slade School of Fine Art, de Londres, onde foi bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian. Não é pouca coisa. O trabalho dele é apenas incrível.

Espero que vocês possam ler Uma Escuridão Bonita em algum momento. Que livro!

I.S.B.N: 9788534705080; Páginas: 112; Ano: 2013; Autor: Ondjaki; Gênero: ; Editora: Pallas.

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Quem aí estava esperando pela lista de filmes vistos no mês? Às vezes eu penso que pode ficar repetitivo, mas essa é uma das categorias mais visitadas do blog, então, ruim não é. E convenhamos, é bem melhor você chegar e pegar uma lista de filmes pronta do que ficar horas rolando a barrinha da Netflix escolhendo o que vai ser e no final não escolhe nada. Comigo é assim. Mas vamos lá.

  1. Em Pedaços (2017) - Um ótimo filme com uma premissa muito boa. Você assiste até o final para saber como termina, mas achei meio paradinho de vez em quando.
  2. Operação Avalanche (2016) - Amo teorias da conspiração, quem não? Sabe aquela história de que o homem foi a lua? Pois bem, decidiram fazer um filme mostrando como a história toda poderia ser forjada. 
  3. Desejo de Matar (2018) - "Bruce is back". Filmes de ação, filmes com Bruce Willis, têm tudo para dar certo. Eu gostei bastante e é bem do estilo de filmes de ação do Bruce Willis mesmo. Vale a pena.
  4. Meu Pé Esquerdo (1989) - Como eu nunca tinha ouvido falar desse filme antes? Ele mostra como é comum considerarmos as deficiências o fim de uma pessoa e que ela nunca vai ter chance para nada. Existem casos e casos, mas não podemos duvidar da capacidade alheia. Adorei!
  5. Fobia (2017) - Quer desgraçamento? Esse filme é basicamente para esfregar na nossa cara o quanto o ser humano pode ser desprezível. Um filme agoniante mesmo quando você nem sabe o que está acontecendo.
  6. Aos Teus Olhos (2018) - Quem filmão da p@#%a! Por que será que os melhores filmes brasileiros não são divulgados? É muito difícil eu parar para ver filme nacional. Algumas comédias são ótimas, mas hoje em dia, em tempos de youtubers, é preciso selecionar bem o que você vai assistir. Aos teus olhos é daqueles filmes que desgraçam seu cérebro e sua vida.
  7. O Motorista de Táxi (2017) - Daqueles filmes que são tristes e lindos. Guerras são sempre cruéis e eu gosto de ver histórias sobre pessoas que mudaram a vida de alguém em um período tão conturbado. Quase chorei.
  8. Fahrenheit 451 (1966) - Baseado no livro, que em breve estará aqui no blog e indicação da professora do curso que estou fazendo na EAPE. Claro que o livro é muito melhor, mas esse filme, de 1966, é igualmente maravilhoso. Assisti o de 2018 e gostaria de desver eternamente.
  9. O Pianista (2002) - Um clássico. Eu não lembrava o quanto esse filme é incrível. Sempre me impressiona o quanto os judeus sofreram durante a 2ª guerra mundial. É daqueles filmes que impressiona demais.

Dessa vez não foram dez filmes, foram apenas nove e eu continuo sem saber onde eu estava durante o mês de junho. Passou tão rápido que nem deu tempo de fazer nada. Estou de recesso, graças a Deus, e vocês estão vendo que coisa lindo, três posts essa semana? 

Quero continuar com esse formato, aliás, sempre foi um sonho postar segunda, quarta e sexta. Tetaremos? Tentaremos e conseguiremos, eu ouvi um amém?

Se ainda não viu a lista do mês passado, então clique aqui e veja 10 melhores filmes vistos em maio

Responda rápido: o que é melhor do que série policial? Resposta: ainda não descobri. Estive pensando sobre as últimas séries que vi e cheguei à conclusão de que são todas bem parecidas, a diferença é que cada uma tem seu toque especial. Eu quis implicar com esse meu gosto, mas fazer o quê? eu amo tentar descobrir quem matou quem.

Sabe o que é mais legal de Borderline? É norueguesa. Que língua mais bonita. Pois é, você pode achar até exagero quando digo que o mais legal é a origem da série, mas acontece que realmente é uma série muito boa, porém, vai chegando mais no final ela fica meio entediante.

Ainda assim, vale a pena dar uma chance, ainda mais que se você der uma olhada no catálogo da Netflix, a quantidade de séries de outros países - que não EUA, U.K, etc -  vem aumentando e eu acho isso muito legal, concordam?

Sinopse: Quando a vida de sua família está em risco, Nikolai (Tobias Santelmann) está disposto a tudo para protegê-la, até mesmo encobrindo um caso de assassinato. No entanto, quando sua colega de trabalho, a investigadora Anniken (Ellen Dorrit Petersen), começa a suspeitar dele, Nikolai mergulha em uma jornada onde a linha entre o certo e o errado é bem tênue
Achei a série muito boa e, como eu já disse antes, gosto de séries com poucos episódios, porque assim não há encheção de linguiça. Borderline é bem objetiva, vai direto ao ponto e tem um clima bem sombrio. A fotografia fria que atribuíram, deixa esse clima assim. Além de se passar em lugar que já é gelado.

Uma coisa que também vale a pena destacar é o fato de o Nikolai ser homossexual. Normalmente você não vê esse grupo ser representado por um policial a frente de uma investigação. Sem contar que ele não fica gritando isso. Ele é o tipo de cara que não tem vergonha de ser quem é, mas que você nem imagina que ser gay. Sem dúvida é algo muito importante, cada vez mais as emissoras estão inserindo o assunto LGBT em seus textos.

Deixo aqui a minha sugestão, deem uma chance e vocês vão ver que realmente vale a pena.

Até a próxima.
Desde que foi anunciado como vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 2017, eu fiquei com uma vontade enorme de ler qualquer um dos livros do Kazuo Ishiguro. Bom, antes da parceria com a Companhia das Letras, eu já era grande admiradora e a maior parte da minha estante era composta por livros da editora e seus selos. Graças a Deus consegui essa parceria que para mim já bastou todos os NÃOS que recebi. E para a minha alegria, os livros do Kazuo são publicados pela Companhia das Letras.

Sinopse: Um romance sensível e comovente do vencedor do prêmio Nobel, ambientado no Japão após a Segunda Guerra Mundial.Masuji Ono, protagonista e narrador deste primoroso romance do vencedor do prêmio Nobel de literatura, é um homem de seu tempo. Pintor de grande renome do Japão antes e durante a Segunda Guerra Mundial, ainda jovem Masuji desafiou o pai para seguir a vocação artística e, durante seu desenvolvimento criativo, lutou contra as amarras da arte tradicional japonesa para dar lugar a uma produção propagandística a serviço de seu país. Usando a influência de que gozava perante as autoridades do governo imperial, Ono buscava ajudar pessoas de bem em situações menos favorecidas do que a sua.
Ambientado nos anos imediatamente após a rendição, o romance descortina a vida de Masuji já aposentado, procurando entender as mudanças vividas pelo país e impressas na mentalidade da geração mais jovem, da qual fazem parte suas duas filhas. Ao procurar entender por que as negociações para o casamento da mais nova delas foram abruptamente interrompidas, o protagonista se vê levado a rememorar sua vida de artista e professor respeitado e a enfrentar a consequência dos próprios atos no destino de seus descendentes.Retrato comovente de um momento histórico cujos desdobramentos se veem até os dias de hoje, Um artista do mundo flutuante é também um poderoso romance sobre a velhice, a culpa e a passagem do tempo.
Avaliação: ★★★

Logo que vi Um Artista do Mundo Flutuante, fiquei cega para as demais opções. Certamente foi um dos melhores livros que li até agora, em 2018. Uma lição de como encarar a velhice e lidar com atitudes passadas, que refletem direta ou indiretamente no presente.

Considero uma obra incrível, apesar de não ter lido nenhum outro livro do Kazuo Ishiguro. Como vocês podem imaginar, já não aguento de ansiedade. Aqui nós não vemos grandes reviravoltas, clímax ou qualquer característica que costumeiramente vemos em outras histórias.

Acredito que isto dê um toque especial a Um Artista do Mundo Flutuante, além de que não se segue um tempo linear. Os flashbacks e a mistura de pensamentos do momento atual em que Ono vive com sua família é algo muito especial. Nos leva diretamente ao período pós-segunda guerra mundial e, comigo, foi uma experiência fascinante, poder sentir o que era o Japão naquela época.

De pensar na responsabilidade que tinha um artista naquele período. Você ser considerado um herói ou um terrível monstro que levou uma geração inteira à morte, mas não intencionalmente. Sem contar que até o bairro sofreu com a guerra. Ono conta detalhes de como era antes e como ele influenciou muito do que se vê agora.

Além disso, a velhice é algo que assusta e imagino que quando se reflete sobre pequenos erros, a culpa com certeza é imensa. Por mais que digam o contrário.

[...] "há um clima diferente no país hoje em dia e as atitudes de Suichi provavelmente não são nada excepcionais. Talvez eu seja injusto ao atribuir ao jovem Miyake também essa amargura, mas diante do rumo que as coisas tomaram no presente, se alguém examinar qualquer coisa que é dita, é possível encontrar um traço da mesma amargura perpassando tudo."

Eu estou encantada com a escrita de Kazuo Ishiguro e, repito, não vejo a hora de ler a próxima obra dele. Infelizmente precisarei adiar bastante, já que no momento vou precisar dar um impulso nos estudos (lembram dos concurso? eles não morreram, só estão esperando o momento certo para me atacar).

Com isso, vou concluir minhas próximas leituras de forma mais lenta, logo, paciência com a amiguinha aqui. Deixo a minha recomendação da semana e espero mesmo que vocês consigam ler esse livro em algum momento da vida. Acreditem, é uma reflexão da vida.

Até a próxima.


I.S.B.N: 9788535931051; Páginas: 232; Ano: 2018; Autor: Kazuo Ishiguro; Gênero: Ficção; Editora: Companhia das Letras.

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