Peço mil desculpa pelo hiato, mas as semanas foram bem corridas. Eu jurei que voltando de viagem tudo ocorreria da forma mais normal e natural possível e eu conseguiria manter o blog atualizado, mas não foi bem assim. Mas vamos ao que interessa. Como eu disse para vocês eu iniciaria o projeto 100 em 1 logo no dia em que iria viajar, assim já poderia incluir todos os lugares que eu visitasse.

O primeiro lugar que fomos ao chegar em Gramado, foi o Mini Mundo. Que coisa mais linda! É aquele tipo de lugar que você sonha a vida inteira em conhecer e quando conhece ainda não acredita. Sem dúvida alguma é o lugar que eu gostaria de visitar toda semana.
O lugar tem uma história bem interessante. Um avô construiu uma casinha de boneca e alguns castelos para seus dois netos. Com o passar do tempo, os dois cresceram e continuaram a construir cenários e incluir personagens. Até que se tornou um lugar turístico e com cenários variados. 

É impressionante como tudo parece real e cada cenários possui uma história, por sinal, uma mais divertida que a outra. A visita foi toda guiada por uma moça extremamente simpática, que contou toda a história da local e dos personagens. 

Um fato curioso que ela contou é que o Mini Mundo acompanha tudo o que acontece no Brasil, e quem sabe até no mundo. Ela disse que na época da greve dos caminhoneiros, eles montaram o conário com os postos de gasolina lotados, as estradas paradas. Eu achei o máximo. 























Uma pausa para essa foto. Eu não lembrava que tinha uma miniatura do Museu Nacional e isso realmente me deixou bem para baixo. Se você esteve em Marte nos últimos dias, o Museu Nacional. localizado no Rio de Janeiro, pegou fogo. É lamentável e realmente fiquei triste depois de ver essa foto.


Uma coisa legal é que a moça que faz a apresentação te coloca dentro dos cenários. Porém, como vocês podem ver, o poste ficou na nossa cara. Não foi culpa da menina que tirou, a culpa foi do meu celular mesmo que na hora de olhar a foto ficou muito escuro e não conseguimos notar na hora. De qualquer forma, fica aqui a lembrança.



















Eu fiquei apaixonada por tudo, sem dúvida é meu segundo lugar preferido em Gramado. E o primeiro? Bom, o primeiro lugar preferido em Gramado vocês vão saber nas próximas postagens.

Toda a história do Mini Mundo você pode ler no site.
Ingressos R$36 (R$18 a meia) e funciona de 9 às 17h.
Sinopse: Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.
Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente. Sua vida vazia é transformada quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. Um clássico de Ray Bradbury, "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.


Avaliação: ★★★★★

Acredito que não há momento mais oportuno para falar sobre Fahrenheit 451 do que agora. O Museu Nacional, um espaço dedicado unicamente ao conhecimento, simplesmente não existe mais. Eu não poderia lembrar de nada mais relacionado ao livro do que esse triste acontecimento.

Além disso, se eu tivesse que escolher o livro que salvou meu ano, não pensaria duas vezes ao citar Fahrenheit 451. É um clássico que eu não fazia ideia da existência até uma professora maravilhosa indicar a leitura.

Ler Fahrenheit parece que abriu meus olhos para a forma como a leitura é tratada na nossa sociedade. Um livro publicado pela primeira vez em 1953 e tão atual que chega a assustar. Nosso pensamento, em um país democrático, é que tais acontecimentos não existem, mas é algo que está mais entre nós do que pensamos.

Se você já leu qualquer coisa relacionada a Segunda Guerra Mundial, sem dúvida você sabe que naquela época os livros eram algo ameaçador e com certeza você sabe que queimá-los era a regra.
Então, vê agora por que os livros são tão odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. As pessoas acomodadas só querem rostos de cera, sem poros, sem pelos, sem expressão.
Isso aconteceu porque quem detém o conhecimento é realmente ameaçador. Os grandes líderes não querem que as pessoas pensem. E vai muito além disso. A tragédia com o Museu Nacional foi um exemplo claro de que quanto menos a cultura for fomentada, mais fácil é controlar as pessoas.

Diariamente vemos nossos "livros" serem queimados. Ao deixar de dar prioridade à educação, à cultura, nossos governantes queimam nossas fontes de conhecimento. É péssimo! Lembram do jornalista que elitizou a leitura esses dias? Sim, também é uma forma de queimar nossos livros.

Ultimamente estou recomendando Fahrenheit 451 para todo mundo, porque é uma leitura essencial. Não consigo acreditar que passei pela faculdade sem saber da existência de Ray Bradbury. E preciso comentar que esse post é um desabafo, sabe? Fico revoltada em saber que a cultura é algo tão "inútil" para tantas pessoas. Acredito também que não devemos nos meter no meio de, por exemplo, um adolescente e e um livro.

Acho uma conquista maravilhosa quando vejo crianças e adolescentes lendo. Não interessa o que seja, só o fato de ele se interessar pela leitura já é algo que me deixa muito feliz, As pessoas evoluem e logo logo esse leitor "de livros ruins" vai começar a ler coisas boas e por aí vai. Não vamos jogar os livros e os leitores na fogueira só porque lemos Dostoiévski.

Deixa eu parar por aqui, senão vou reclamar da vida, do universo e de tudo mais.

Segue o trecho que mais gostei:
[...] Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum. Deixe que ele se esqueça de que há uma coisa como a guerra. Se o governo é ineficiente, despótico e avido por impostos, melhor que ele seja tudo isso do que as pessoas se preocuparem com isso. Paz Montag. Promova concursos em que vençam as pessoas que se lembrarem das letras das canções mais populares ou dos nomes das capitais dos estados ou de quanto foi a safra de milho do ano anterior. Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-os com "fatos" que elas se sintam empanzinadas, mas absolutamente "brilhantes" quanto a informações. Assim elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar. E ficarão felizes, porque fatos dessa ordem não mudam. Não as coloque em terreno movediço, como filosofia ou sociologia, com que comparar suas experiências. Ai reside melancolia. Todo homem capaz de desmontar um telão de tv e monta-lo novamente, e a maioria consegue, hoje em dia está mais feliz do que qualquer outro homem que tenta usar a régua de cálculo, medir e comparar o universo, que simplesmente não será medido ou comparado sem que o homem se sinta bestial e solitário. [...]

Título: Fahrenheit 451
Autor: Ray  Bradbury
Páginas: 216
Ano: 2012
Gênero: Distopia / Ficção científica 
Editora: Biblioteca Azul
I.S.B.N: 9788525052247
Tradutor: Cid Knipel


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Enfim sentei para escrever sobre essa viagem incrível. Foram dias maravilhosos que aproveitamos e já estou aqui ansiosa pela próxima viagem que sequer está programada. Mas vamos lá. 

Essa viagem havia sido programada a princípio para maio desse ano. Porém, eu e  Rodrigo somos totalmente inexperientes em viagens longas. As vezes em que viajamos sozinhos fomos de carro aqui para perto ou em comboio, também de carro.

Foi nossa primeira vez em um avião, então tivemos várias incertezas e inseguranças, porém foi tudo muito tranquilo. Em maio não deu certo, como eu disse, nós ficamos bem inseguros, então decidimos adiar para agosto, mês de férias dele. 

Saímos daqui na quarta-feira a noite e fomos para Porto Alegre. De lá, alugamos um carro e seguimos para Gramado, que fica a 118km de distância. Dá mais ou menos duas horas subindo a serra. Como chegamos à noite, então as pistas estavam todas muito tranquilas. Quase não tinha carro durante o trajeto, o que para mim foi ótimo.
Chegamos ao hotel por volta de uma hora da manhã e fomos muito bem recepcionados. Já estava muito frio e o hotel todo aquecidinho, foi ótimo. Eu dormi muito bem para uma pessoa ansiosa para amanhecer logo. 

No dia seguinte, quinta-feira, acordamos 7h, nos arrumamos, tomamos café e fomos conhecer a cidade. Havíamos feito um roteiro para todos os dias e conseguimos fazer praticamente todas as visitas no primeiro dia. Logo de cara levamos uma multa de R$12, porque em Gramado, qualquer lugar que você para na zona azul é preciso pagar uma taxa. Nós não sabíamos, ainda bem que é baratinho.

Nosso primeiro dia, conhecemos tudo o que tinha para conhecer na Avenida Borges de Medeiros, além de aproveitarmos para ir ao Mini Mundo, Aldeia do Papai Noel Lago Negro e Le Jardim.

No segundo dia, compramos os ingressos da Dream Land, visitamos os museus, fomos à Canela e depois fomos a Bento Gonçalves visitar nossos amigos. 

Chegamos em Bento à noite, jantamos, tomamos muito vinho e no dia seguinte, sábado, conhecemos o Vale dos Vinhedos e o município de Monte Belo. 

Vou detalhar tudo em outros posts, aqui quero deixar um resumo mesmo. 

O último dia foi bem tenso. Nosso voo que estava marcado para 20h foi cancelado e nos colocaram em um voo 12h. Impossível chegar ao aeroporto nesse horário. Havíamos deixado para o domingo: comprar lembrancinhas, ir na Snowland e talvez conhecer A Mina. Conseguimos que nos colocassem num voo às 15h, porém com conexão em São Paulo no aeroporto de Congonhas.

Olha a quantidade de coisas que perdemos por causa disso. Foi revoltante passar o dia dentro do avião e não poder aproveitar mais um pouco. Essa foi a única parte chata de tudo. Cheguei ao aeroporto estressada, com dor de cabeça, com fome. No aeroporto de Congonhas foi ainda pior: lotado, dor de cabeça, bagunça, falta de ar, fome, coxinha R$10.

Enfim, foi uma viagem maravilhosa, mas que infelizmente a Latam nos fez perder um dia inteiro. Ainda estou vendo como faz para processar, porque sinceramente, foi uma viagem muito cara para meu orçamento de R$2. 

Nos próximos posts eu vou contar sobre cada dia e com fotos, muitas fotos para vocês. Aguardem.
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Nem consigo acreditar que finalmente vou fazer a viagem da minha vida. Sempre tive o sonho de conhecer a Serra Gaúcha por causa do frio e da beleza do lugar e esse dia chegou. Hoje eu e o Rodrigo embarcamos para Gramado no Rio Grande do Sul e eu ainda estou tentando acreditar que é real.

Sairemos de Brasília com destino a Porto Alegre e de lá iremos para Gramado. Alugamos um carro, já que pretendemos ir a vários lugares. Não vamos ficar muito tempo, já que nossas férias não foram no mesmo mês. Rodrigo está de férias agora, mas as minhas acabaram dia 30. 

Como para mim é mais fácil pegar uma folguinha no trabalho, então decidimos ir agora em Agosto até mesmo por ser fora de temporada. Vamos ficar quatro dias, o que considero suficiente para conhecer um pouco da cidade. Além disso, minha grande amiga me espera em Bento Gonçalves para uma visita rápida. 

Estou muito ansiosa por essa nova vida de viajante, sabe? Aqui no blog já falei sobre a viagem para Caldas Novas e Pirenópolis, ambas em Goiás e que são destinos obrigatórios para brasilienses. Apesar de serem cidades próximas a Brasília, é uma bela viagem daqui até lá e precisa ser muito bem programado para não gastar demais ou não pegar datas em que as cidades estão cheias. Esse ano voltei em Caldas no feriado do dia das mães, mas nem fiz post, só coloquei algumas fotos no Instagram (segue lá @milcaabreu).

Eu pensei em vários posts para fazer antes da viagem, mas acabei nem fazendo. Depois que eu voltar aí sim teremos vários posts, então se você quiser saber alguma coisa é só deixar nos comentários.

Com certeza estarei muito presente no instagram, então me sigam por lá para saber de tudo e ver todas as fotos.

Então é isso. Até a volta.